Para ter onde ir

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Três mulheres e três visões de mundo e vida diferentes. Juntas, saem em uma viagem, partindo de um ambiente urbano rumo aonde a natureza prevalece. No trajeto, deverão confrontar problemas do passado e do presente.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

11/04/2018

Estreante em longa de ficção, com Para ter onde ir, Jorane Castro é uma diretora que já começa com segurança, em seu retrato de um trio de mulheres que cai na estrada – cada uma querendo fugir de algo, superar algum erro. Água serve como um símbolo e uma metáfora ao longo da narrativa. Elas vivem em Belém (PA), e parecem estar sempre cercadas de água, e saem em busca de uma ilha misteriosa, quase mítica.
 
A fluidez das intenções e dos sentimentos é o que servirá, então, de base para a construção de Eva (Lorena Lobato), a mais velha e rica do trio, com um segredo que se revelará a certa altura; Keithy (interpretada pela cantora Keila Gentil) precisa acertar as contas com seu passado; e, por fim, Melina (Ane Oliveira), que sofreu uma decepção amorosa. Elas são as protagonistas de um road movie que, de maneira bem-vinda, foge da obviedade dos filmes de estrada, sem abrir mão dos elementos que formatam o gênero.
 
Aproveitando bem a paisagem local – fugindo do turismo óbvio que tanto marca o cinema brasileiro –, Castro busca pela beleza natural, sem abrir mão de buscar e construir imagens bonitas mesmo quando não há natureza. Dessa maneira, seu filme resulta em algo sensorial e delicado – uma palavra, que, aliás, precisa ser resgatada, cujo significado se torna cada vez mais vazio. Está na delicadeza da construção do perfil feminino a força de Para ter onde ir.
 
Castro, que também assina o roteiro, é capaz de dar vida e psicologia a essas mulheres. Constrói os seus passados, e deixa que as personagens vivam seu presente e construam os seus futuros. A evolução e o crescimento dificilmente vêm ser um processo doloroso. A diretora, suas atrizes e protagonistas sabem disso, e transformam no mote do longa. O resultado é sutil e profundo ao mesmo tempo. 

Alysson Oliveira


Trailer


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