Tungstênio

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Baseado na HQ homônima de Marcello Quintanilha, o filme traz como protagonistas um grupo de pessoas que se unem para combater um crime ambiental na orla de Salvador, envolvendo explosivos.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

11/04/2018

Baseado na graphic novel homônima de Marcello Quintanilha, Tungstênio, dirigido por Heitor Dhalia, retrata um dia decisivo para Caju (Wesley Guimarães), um rapaz que se vira em Salvador repassando droga em pequenas quantidades. Nada que demande grandes esforços e o sujeite a grandes riscos. É também informante de Richard (Fabrício Boliveira), um policial que vive um relacionamento opressivo com Keila (Samira Carvalho).

Ney, um sargento aposentado do Exército (José Dumont), que sente saudades do tempo em que pequenas autoridades, como ele foi, podiam fazer prevalecer sua vontade com força de lei, entra na história e na vida de todos quando presencia uma pesca ilegal com bombas perto da praia.

Imbuído de revolta cívica quer chamar a atenção para a ilegalidade praticada pelos dois pescadores infratores, mas não consegue atenção. Caju, que conhece o ex-militar,  acaba inadvertidamente envolvido na confusão criada por Ney e os dois acabam engalfinhados. Para se livrar dos punhos de Ney, o rapaz promete conseguir a ajuda de Richard para  prender os pescadores.

Mas nem tudo sai como o planejado. Caju telefona para o policial em um mau momento, quando ele ainda lambe as feridas depois de nova e, ao que tudo indica, última briga com Keila. A contragosto ele concorda em ir à praia, mas nem tudo sai como o planejado. Nem para ele, nem para Caju.

Mas a história ainda está no começo e o dia, longe de acabar. Fiel  à HQ, que filma com os mesmos enquadramentos em que foi desenhada (o autor participou do roteiro inicial, que depois foi retrabalhado por Marçal Aquino e Fernando Bonassi), Dhalia coloca o espectador dentro do filme: no mesmo ambiente claustrofóbico e opressivo do quarto onde Richard e Keila se amam e se machucam: no ritmo da quase capoeira jogada entre o policial e os pescadores quando se enfrentam: nos delírios de pequena autoridade de Ney; no pavor de Caju quando se vê encurralado como um rato preso em um labirinto e sem tempo para encontrar a saída.

Com personagens negros em quase sua totalidade, questões como o racismo, a exclusão social, a violência doméstica, o abuso de autoridade, estão entranhadas no corpo e alma desses personagens em um cotidiano com poucas nuances de cor.

Luiz Vita


Trailer


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