Paulo, Apóstolo de Cristo

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Sinopse

Preso pelas autoridades romanas, acusado de ter ateado fogo em Roma, o apóstolo Paulo recebe a visita de Lucas, que leva suas mensagens aos seguidores cristãos, que vivem escondidos.


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Crítica Cineweb

05/04/2018

Os últimos dias de vida do apóstolo Paulo (James Faulkner), encarcerado numa prisão romana, acusado pelo imperador Nero de ter incendiado Roma, são revisitados pelo diretor Andrew Hyatt, também autor do roteiro, em Paulo, Apóstolo de Cristo, drama que oscila entre a humanização de um dos principais propagadores do cristianismo e a exaltação da fé cristã, alternativa que acaba prevalecendo.
 
O filme de Hyatt chega na trilha de Maria Madalena, de Garth Davis, que retrata a personagem feminina de forma menos preconceituosa e moralista, após ter sido reabilitada pela Igreja como apóstola e evangelista e não ser mais tratada como prostituta. E com uma pegada até mais feminista, como nota Neusa Barbosa em sua crítica.
 
Mas se o filme de Davis avança na interpretação do papel desempenhado por uma personagem pouco compreendida na tradição cristã, Hyatt pouco ousa na biografia de Paulo e prefere navegar na segurança das Escrituras, mesmo que historiadores contemporâneos coloquem em dúvida textos que lhe são atribuídos e mesmo as condições de sua morte.

E não se trata de spoiler, já que a versão difundida pela Bíblia situa a morte do apóstolo no ano de 67 (DC), mesmo período em que se passa o filme, que coincide com a chegada do evangelista Lucas (Jim Caviezel) a Roma, para se encontrar com os membros de uma comunidade cristã que se esconde para escapar da perseguição romana.

Lucas pretende também se encontrar com Paulo na prisão e levar notícias suas para orientar os cristãos, que estão divididos entre enfrentar os romanos e resistir pacificamente, como deseja Paulo, baseado nos ensinamentos de Cristo.

Mesmo que o diretor acabe optando por transformar o filme em peça de exaltação à fé, não há como deixar de destacar a atuação de James Faulkner, que aproxima Paulo do espectador não como devoto e mártir, mas por sua dimensão humana em meio à barbárie daqueles tempos e por seus dramas de consciência por ter também perseguido os cristãos na juventude, antes da conversão.

Luiz Vita


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