Além do Homem

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Escritor brasileiro, Alberto vive em Paris, tentando uma nova vida. Mas tem que voltar ao Brasil, para um livro encomendado, sobre um antropólogo francês desaparecido no sertão brasileiro. Viajando pela mesma região onde este sumiu, Alberto encontra uma série de personagens e situações estranhas, que colocam em xeque sua própria identidade.


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Crítica Cineweb

03/04/2018

Fotógrafo experiente, Willy Biondani estreia em longa-metragem com Além do Homem, filme que reúne grande qualidade técnica mas vai um tanto longe na complexidade de seu roteiro – assinado pelo próprio Biondani, Daniel Tavares e o veterano cubano Eliseo Altunaga, roteirista de filmes chilenos como Machuca (2004), Violeta foi para o céu (2011) e outros.
 
É visível que, neste projeto de estreia, o diretor procura uma marca, uma assinatura. Apoiado em sólidos fundamentos técnicos, como fotografia (Olivier Cocaul), montagem (Isabelle Rathery e Umberto Martins) e uma trilha sonora original (Egberto Gismonti), tem dificuldade, no entanto, de armar esse universo semifantástico que procura em sua história.
 
O protagonista é Alberto (Sergio Guizé), escritor que deixou o Brasil para trás e tenta uma vida nova na França. Contra a vontade, é convencido por um editor a voltar para seu país, em busca de desvendar a estranha história de um antropólogo francês (Pierre Richard) que teria morrido num misterioso ritual canibal indígena.
 
Embrenhando-se por uma região semi-selvagem – no interior de Minas Gerais -, Alberto tem como guia um motorista um tanto excêntrico, Tião (Fabrício Boliveira), que o conduz a uma cidadezinha perdida, onde nenhum morador é menos exótico. Hospedado na pensão dirigida pelo personagem de Otávio Augusto, o escritor vai mergulhando numa espécie de delírio, ora acordado, ora bêbado, ora sob o efeito de outras substâncias, que evocam uma realidade paralela e prenunciam uma jornada que, como a do desaparecido antropólogo, torna cada vez mais difícil o retorno.
 
Esse tipo de relato é mesmo muito simbólico e exige, para seu aproveitamento, que o espectador seja seduzido pelas imagens, sons e personagens encontrados pelo caminho. Se este for o caso, ele terá sua cota de encantamento. Caso contrário, a viagem será custosa e talvez inócua em sua estranheza, eventualmente bela, mas não muito sólida.

Neusa Barbosa


Trailer


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