Em nome da América

Em nome da América

Ficha técnica

  • Nome: Em nome da América
  • Nome Original: Em nome da América
  • Cor filmagem: Colorida e Preto e Branco
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 96 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Fernando Weller
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Nos anos de 1960 e 1970, diversos jovens norte-americanos se instalaram no Nordeste brasileiro como voluntários do Corpo da Paz. O pretexto oficial era causas humanitárias, mas o documentário investiga o real motivo do programa do governo norte-americano.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

03/04/2018

Em nome da América, documentário de Fernando Weller, investiga a presença de norte-americanos no Nordeste brasileiro como parte do programa Corpo da Paz, formado por jovens voluntários que se instalaram aqui com o objetivo barrar a suposta ameaça da expansão comunista na América Latina – embora o motivo oficial fosse apenas um programa de ajuda humanitária em regiões mais pobres do continente.
 
Conversando com ex-voluntários – hoje na faixa dos 70 anos, vários fluentes em português – e resgatando materiais de arquivo, Weller esmiúça a presença dos Estados Unidos no Brasil na época da ditadura militar. Os depoimentos e documentos montam um triste quebra-cabeças de exploração e invasão, o retrato de uma época.
 
Criado em 1961, por John Kennedy, o Corpo da Paz (Peace Corps, no original), também conhecido como Voluntários da Paz, no Brasil, já esteve em diversos países da América Latina, Ásia e África. O filme busca e encontra o abismo que existe entre aquilo que o diretor chama de “as contradições entre a boa vontade dos jovens norte-americanos e as ações imperialistas de seu governo no mundo”. Havia, claramente, boas intenções dos voluntários que, imbuídos de uma certa ingenuidade, se espalharam por países pobres do mundo, levando ajuda humanitária.
 
Francisco Julião emerge, na metade do documentário, como uma figura central. Líder das Ligas Camponesas, era apontado como amigo de Fidel Castro e Mao Tsé Tung, o que fazia os EUA e a elite brasileira vê-lo como um incitador da revolução comunista na região que, como sublinha o diretor, nunca aconteceu.
 
Weller é sagaz e nunca compra de maneira integral a versão dos depoimentos desses voluntários – muitos vieram com boas intenções para ajudar os pobres, mas nem todos. O filme expõe de maneira incisiva a relação de alguns deles com a CIA, pois eram tomados como espiões.
 
Os resultados a que Weller chega – da exploração da juventude idealista, da presença dos EUA em diversos países do mundo com interesses nada humanitários – podem não ser uma novidade, mas o filme resgata uma história importante um tanto esquecida, cuja essência, a presença e intervenção dos EUA em diversos países (especialmente no Brasil), repercute até hoje.

Alysson Oliveira


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