Todo clichê do amor

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Sinopse

Uma madrasta viúva que tenta conquistar a amizade da enteada; uma dominatriz que quer engravidar do marido, um ator pornô; e um motoboy que comete um crime por amor. Esses são os pontos de partida das três histórias que compõem este longa.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

14/03/2018

Todo Clichê do Amor tem um título, ao mesmo tempo, honesto e enganador, porque o filme traz, se não todos os clichês do amor, pelo menos, a maioria deles. Mas os clichês aqui não são apenas do amor, também envolvem os humanos e cinematográficos, a começar por uma história dividida em três grupos de personagens, cujas vidas eventualmente se cruzarão. Esse tipo de estratagema é mais do que surrado. Teve uma época em que era moda, mas isso passou exatamente porque esse tipo de recurso perdeu a graça e cansou.
 
Ainda assim, o roteirista, diretor e ator Rafael Primot (Gata velha ainda mia) não se deixa abalar e investe em algo um tanto arcaico e datado, resultando em três histórias que poderiam render curtas, mas são forçadamente unidas aqui. Numa delas, uma viúva (Maria Luiza Mendonça) tenta ganhar a amizade da enteada (Amanda Mirásci) durante o velório de seu marido. É claro que existe uma tensão entre elas – as únicas presentes – de anos, e não vai ser em algumas horas que isso irá se dissipar.
 
Na outra trama, um entregador (Primot) é apaixonado por uma atendente de lanchonete (Débora Falabella) e tenta conquistá-la cometendo um crime, enquanto foge das investidas da colega de trabalho da moça (Gilda Nomacce). Por fim, na terceira história, uma dominatrix (Marjorie Estiano) castiga seu cliente (Eucir de Souza) amarrado a uma cama de motel, enquanto conversa pelo telefone com diversas pessoas, inclusive o marido (João Baldasserini), um ator pornô que não quer engravidá-la agora – mas ela quer.
 
Os personagens não fogem muito dos clichês de tipos humanos que se vêem por aí no cinema e, especialmente, na televisão. Dado o título do filme, talvez isso seja proposital, mas Primot não brinca o suficiente com a sátira do clichê para tirar muita coisa disso. As tramas parecem se levar a sério demais.
 
Pela maneira como o diretor finalmente une os três grupos, pode-se pensar que seu interesse esteja exatamente no jogo entre a verdade a ficção, entre o ato real e a representação. Seus questionamentos são interessantes, mas da forma como se apresentam no longa, nada soa muito profundo ou instigante. Soma-se o fato de todas as atuações serem – ou, ao menos, parecerem ser – gritadas. O filme é um tanto ensurdecedor, a ponto de desconcentrar qualquer um que tente prestar atenção no que está acontecendo na tela.

Alysson Oliveira


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