Madame

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Maria é uma espanhola que trabalha como governanta para um casal americano em Paris. Para evitar número ímpar de pessoas na mesa de um jantar chique, sua patroa a obriga a passar-se por convidada. Um inglês, tomando-a por nobre, tenta seduzi-la.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

07/03/2018

Com sua beleza peculiar e seu tipo inesquecível, Rossy de Palma (Mulheres à beira de um ataque de nervos, Kika) é a grande estrela desta comédia romântica que revista a história da Cinderela, quando uma governanta é obrigada a participar disfarçada do jantar dos patrões.
 
De Palma é Maria, uma governanta espanhola na casa francesa de um casal americano, Anne (Toni Collette) e Bob (Harvey Keitel). A patroa vai dar um jantar para a alta roda – até o prefeito de Londres e o marido estarão presentes. A chegada do filho mais velho de seu marido, Steven (Tom Hughes), causa transtornos, porque a anfitriã não quer treze pessoas à mesa – segundo acredita, dá azar.
 
A saída improvável é vestir Maria e fingir que é uma convidada como todos os outros. Entre as instruções que Anne passa a ela está “não fale nada”. Mas a governanta bebe e solta a língua, conta piadas e se torna o centro das atenções, a ponto de despertar o interesse do inglês David Morgan (Michael Smiley), um negociante de arte que está vendendo um quadro de Bob.
 
No dia seguinte, David manda uma mensagem para Maria – ele acredita que ela é uma nobre espanhola, pois esta foi a mentira que Steven lhe contou -, e um romance desabrocha entre a dupla. Boa parte do filme, escrito e dirigido pela francesa Amanda Sthers, concentra-se na comédia de erros gerada por esse relacionamento. A espanhola se sente feliz como há muito tempo não se acontecia, o que também desperta inveja de Anne, frustrada em seu casamento e esnobada por seu amante francês (Stanislas Merhar).
 
Embora a premissa e a primeira parte do filme, a cena do jantar, sejam promissoras, Sthers não desenvolve seus personagens secundários, nem suas motivações, deixando que De Palma, com seu inegável talento para comédia, carregue o filme praticamente sozinha – com alguma ajuda de Smiley. Collette tem a tarefa ingrata de fazer a patroa-clichê mal-amada, esnobe e infeliz – quando deveria ser uma personagem que, como Maria, poderia despertar nossa simpatia e até compaixão. Destino mais cruel ainda cabe a Keitel, cujo Bob se resume a assinar cheques sem fundo.
 
De Palma, com sua presença magnética, deixa claro porque se tornou uma das musas de Almodóvar. Como Maria no jantar, a atriz é capaz de fazer o que for preciso para que o filme não se torne enfadonho. Pena que Sthers, inconscientemente, parece sabotá-la.
 

Alysson Oliveira


Trailer


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