O dia depois

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Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Bongwan é um homem na meia-idade, bem-sucedido com o negócio de uma pequena editora. Ele se distanciou da esposa, Hae-joo, que desconfia que ele tem uma amante. Ele teve um caso com sua assistente, Chang-sook, mas esta o abandona. Ele contrata uma nova assistente, Areum, e confusões acontecem.


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Crítica Cineweb

28/02/2018

O sul-coreano Hong Sang-soo é um diretor de detalhes. Faz um cinema econômico a partir de elementos simples, extraindo a complexidade de sua combinação, contraste e repetição. É isso que acontece neste seu 21º. filme, O dia depois, apresentado em Cannes 2017 e fotografado em despojado preto e branco.
 
Há no centro da história um homem cercado de mulheres, o editor Bong-wan (Kwon Hae-hyo). Profissional bem-sucedido e na meia-idade, ele é confrontado por sua mulher, Hae-joo (Jo Yoon-he), num constrangedor café da manhã em que ela o interroga sobre uma possível amante.
 
Outra mulher que o confronta em outro tempo e lugar é justamente a jovem amante, Chang-sook (Kim Sae-byuk), insatisfeita com o impasse. Quando ela deixa seu emprego na editora de Bong-wan, ele contrata uma nova assistente, Areum (Kim Min-hee, de A Criada) e uma série de novos jogos recomeça.
 
Como outros filmes de Sang-soo, este também equilibra uma profusão de palavras, em diálogos aparentemente banais, e silêncios igualmente eloquentes. A câmera flutua entre os personagens, ao sabor de suas emoções sutis, ainda que eventualmente intensas. O humor se infiltra nas situações cotidianas, desprovidas de comportamentos heroicos ou atirados. No subtexto, encaixa-se um comentário sobre o exercício do poder nas relações humanas, filtrado por diferenças de geração e disposições de momento. Muito se evoca a Nouvelle Vague ao olhar para estas situações, aclimatadas ao modo oriental de comportamento – ao qual não faltam nem humor e ironia, despojando Bong-wan de qualquer onipotência de macho. É um filme de atenção a climas, em que os pontos de vista oscilam. Quem não se envolver, pode piscar e perder o fio da meada.

Neusa Barbosa


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