Os Incríveis 2

Ficha técnica

  • Nome: Os Incríveis 2
  • Nome Original: Incredibles
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2018
  • Gênero: Infantil, Comédia, Animação
  • Duração: 118 min
  • Classificação: 10 anos
  • Direção: Brad Bird
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Depois de impedir o assalto a um banco, mas destruindo a cidade, os super-heróis Os Incríveis são banidos. Um empresário, no entanto, quer mostrar como eles são importantes para o mundo e dá à Mulher Elástica a chance de brilhar, enquanto seu marido fica em casa cuidando dos filhos.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

15/02/2018

Apesar dos 14 anos separarem os dois filmes protagonizados pela família de super-heróis Incrível, no universo deles, o tempo mal passou. O segundo longa começa quando o anterior termina, com os personagens impedidos de usar seus poderes para salvar o mundo. Ainda assim, o sr. e a sra. Incrível tentam impedir o assalto a um banco, o que conseguem, mas também geram caos e muita destruição.
 
Depois disso, a família toda é banida da cidade. Mas um empresário do ramo da comunicação, Winston Deavor, acredita na necessidade dos heróis para o mundo e resgata a família. Seu plano é, com ajuda da irmã Evelyn, mostrar a todos que os Incríveis e todos os outros são necessários para a humanidade. A figura que se destaca acaba sendo Helena Pera, a sra. Incrível, na sua persona de Mulher Elástica. Ela consegue impedir uma tragédia e começa ganhar fama, tornando-se uma espécie de poster girl para a causa.
 
Beto Pera, outrora conhecido como sr. Incrível, no entanto, transforma-se numa espécie de dono-de-casa, quando se mudam para uma mansão gigante, bancada por Winston. Ele tem de lidar com a adolescência problemática de Violeta, que está descobrindo o amor, o filho do meio, Flecha, mais espoleta do que nunca, e o caçula Zezé, que está começando a descobrir seus poderes – e não são poucos.
 
A linha tênue entre a vida de herói e a normalidade sempre foi uma questão na série. Como manter um cotidiano regular quando se tem poderes e se pode salvar a humanidade? A fama tem um preço, diz Os Incríveis 2, escrito e dirigido por Brad Bird, responsável também pelo primeiro longa. O grande problema que Bird colocou a si mesmo foi que Os Incríveis é realmente incrível – acabou transformando os padrões da animação, até mesmo para a Pixar, cujo nível já era bem alto. É um filme do mesmo patamar de Toy Story, por exemplo – mas, ao contrário da trilogia protagonizada por Woody e Buzz, a sequência aqui não chega ao mesmo patamar.
 
A trama é boa, repleta de sacadas e, especialmente, em sintonia com o presente – o protagonismo da sra. Incrível, na vida da família e do filme, assim como a reorganização da dinâmica de casa e do trabalho entre o marido e a mulher fala muito com e sobre o presente. Essa é certamente a melhor coisa do roteiro que, fora isso, segue mais ou menos a cartilha estabelecida pelo original, de 2004.
 
Tudo o que se espera de um filme protagonizado pela família Incrível está ali – especialmente a ação e a emoção –, mas perde por já não ter frescor. O tema, nesses anos todos, acabou sendo explorado em outras obras, como a boa série infanto-juvenil da Nickelodeon The Thuderman, sobre uma família de heróis que tenta levar uma vida regular e suburbana mas, de vez quando, precisa salvar o mundo, escondendo o seu segredo.
 
Bird criou em 2004 uma obra-prima e um problema para si mesmo. Dificilmente qualquer outro filme da série superará o original, ainda assim, há muito o que se aproveitar aqui – especialmente naquilo que se mantém: como o visual retrô, inspirado no imaginário da corrida espacial dos anos de 1950 e 1960, lado a lado com equipamentos do futuro, resultando numa dinâmica levemente anacrônica. 

Alysson Oliveira


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