Tomb Raider - A origem

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Locais de filmagem


Sinopse

Depois do desaparecimento de seu pai, um lorde rico e apaixonado por arqueologia, Lara Croft vive em dificuldades porque não aceita assinar os papeis da herança e dá-lo como morto. Uma pista a levará a uma pequena ilha no Japão onde ele pode ter desaparecido.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

14/03/2018

Em sua terceira aventura no cinema, a personagem Lara Croft – agora interpretada pela sueca Alicia Vikander, substituindo Angelina Jolie, que protagonizou os filmes de 2001 e 2003 – continua sem mostrar ao certo ao que veio. O problema talvez esteja mais na origem da personagem do que no filme em si que, dirigido pelo norueguês Roar Uthaug, tenta se resolver como pode, mas é incapaz de superar a origem da personagem, vinda de um videogame. O maior problema de Tomb Raider: A origem é a heroína sem densidade psicológica ou emocional, agindo apenas como uma máquina de correr, saltar e atirar.
 
Lara nas telas (do game e do cinema) é pensada para correr, atirar flechas, dar pancadas e outras ações parecidas. Por isso, a primeira parte do filme é enfadonha, com ela vivendo em Londres, onde passa apertado sem dinheiro, mesmo sendo a rica herdeira de um milionário. Ela, porém, não quer aceitar a herança de seu pai, Richard Croft (Dominic West), pois isso significa aceitar que ele morreu. E assim, se nega a assinar os papeis que lhe dariam a posse de seus bens.
 
Lorde Croft sumiu durante uma expedição numa pequena ilha inabitada nos arredores do Japão. Aventureiro, ele buscava o túmulo da rainha Himiko, uma monarca má que foi traída pelo seu exército e enterrada viva. A lenda diz que, se libertada, ela espalhará o mal por tudo o mundo. O pai de Lara sumiu quando a procurava, sete anos antes da ação. A menina foi criada por uma guardiã, Ana Miller (Kristin Scott Thomas, subaproveitada aqui), que também cuida dos negócios.
 
Enfim, depois de muito preêmbulo, a ação finalmente começa quando Lara descobre uma pista sobre o pai e vai para Hong Kong, onde encontra um rapaz, Lu Ren (Daniel Wu), cujo pai também esteve envolvido na aventura de Lorde Croft no passado. Chegando a uma pequena ilha, a protagonista mostra a que veio e começam, então, as correria, as flechas lançadas e os tiros – enfim, a razão da personagem e do filme existirem.
 
Roteirizado pela estreante Geneva Robertson-Dworet e Alastair Siddons, Tomb Raider: A origem é um tanto aborrecido até chegar à ilha, e um tanto sem graça, quando finalmente chega. Parte da culpa é que falta carisma mais à personagem do que à atriz, que se esforça conforme pode. Outro problema é que também falta humor – o filme se leva a sério demais, mesmo quando está nas raias do ridículo (e esses são seus melhores momentos).
 
Conforme o jogo, Lara Croft se tornará uma arqueóloga e chega a ser comparada com Indiana Jones, mas os personagens e filmes não poderiam estar mais distantes. Tudo o que há de acerto nos longas protagonizados por Harrison Ford falta aqui. O único acerto talvez seja fazer da protagonista uma mulher independente, que viaja e se envolve em aventuras em busca do pai, e não por um mero interesse amoroso. Ainda assim, é pouco para justificar um terceiro filme dela e o possível (re)começo de uma nova franquia.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 15/03/2018 - 19h17 - Por Gildo Araújo Eu pedi a Alicia Vikander: "Garota, não se venda ao sistema".

    Lamentável!
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