O passageiro

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Todos os dias, Michael faz uma longa viagem de trem para chegar ao trabalho em Nova York. Um dia, após ser demitido, quando volta para casa, recebe uma proposta de uma desconhecida que não poderá negar - caso se recuse, sua família será assassinada.


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Crítica Cineweb

14/02/2018

Se existe a expressão comfort food, deveria existir também comfort cinema – aquele que dá ao público exatamente aquilo que espera, da maneira exatamente como se espera. Liam Neeson seria o astro máximo do comfort cinema de ação com suas parcerias com o cineasta catalão Jaume Collet-Serra – que já rendeu três filmes, Desconhecido (2011), Sem Escalas (2014), Noite sem fim (2015) e, agora, O Passageiro. O ator norte-irlandês se reencontrou como a figura do homem comum que, por força das circunstâncias, é obrigado a tornar-se um herói relutante.
 
Do alto dos seus 65 anos, Neeson – que já foi Oscar Schindler e o revolucionário irlandês Michael Collins – transmite segurança, confiança, e isso o coloca em uma posição de vantagem diante de pirralhos aspirantes a heróis de ação que protagonizam filmes do gênero, anualmente interessados em exibir uma bela figura esculpida em academia. Com quase 2 metros de altura, ele tem o perfil do pai de família que faz qualquer um se sentir seguro perto dele.
 
Em O Passageiro, ele é, novamente, como não poderia deixar de ser, um homem comum, marido devotado e um pai que ajuda seu filho na escola – ele lê os romances clássicos e faz um resumo para o garoto. Neeson, que interpreta Michael MacCauley, só consegue fazer isso porque todos os dias passa horas no trem a caminho do trabalho em Nova York, numa empresa de seguros.
 
No dia em que é mandado embora, sua vida sai dos trilhos. Sem coragem para contar para a sua mulher (Elizabeth McGovern) por telefone, ele mata o tempo em Nova York e se reencontra com um antigo amigo (Patrick Wilson), do tempo em que trabalhava na polícia. No horário de costume, pega o trem para casa e segue sua rotina, trocando algumas palavras com um conhecido (Jonathan Banks), até que, entre uma estação e outra, uma desconhecida (Vera Farmiga, maquiavélica e fria como nunca) se aproxima dele e faz uma proposta que ele não pode recusar.
 
Ele tem de encontrar uma pessoa que está transportando algo que interessa a ela. A mulher dá umas poucas pistas, mas ele não tem como dizer não, pois se o fizer a vida dos demais passageiros e da família dele estará em risco. A partir daí, o filme é uma trama acelerada e sem pé ou cabeça sobre trilhos, mais interessada em acrobacias visuais do que personagens. Mas isso, aqui, realmente não importa.
 
O que Collet-Serra tem a oferecer é cinema de ação em sua forma mais pura – é Velozes e furiosos dentro de um trem. Ajuda muito, é claro, o fato de que em cena tem-se Neeson ao invés de Vim Diesel, mas o princípio é o mesmo: cinema de correria e perseguições, tiros e pancadas. O resultado é um cinema tecnicamente exibicionista, num bom sentido, que não exige muito de seu público e, em troca, oferece diversão.

Alysson Oliveira


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