A Maldição da Casa Winchester

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Locais de filmagem


Sinopse

Sarah Winchester é a milionária viúva, herdeira da famosa fábrica de armas que leva o nome da família de seu marido. Ela constrói uma mansão nos EUA e acredita que assim poderá ajudar as almas daqueles que foram vítimas de tiros dados por armas de sua empresa.


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Crítica Cineweb

01/02/2018

A maldição da casa Winchester começa com um letreiro dizendo ser “baseado em fatos reais”. Mas, nos tempos da pós-verdade, qualquer coisa pode ser um fato real: até a premissa risível desse terror dirigido pelos gêmeos Michael e Peter Spierig (Jogos Mortais - Jigsaw). De qualquer forma, o filme parte de algo real: Sarah Winchester – aqui interpretada por Helen Mirren – viúva e herdeira da lucrativa empresa de rifles que leva o nome da família do seu marido. No final do século XIX, depois de perder o marido, ela constrói uma casa repleta de escadas, passagens, cômodos – é um trabalho que não tem fim. Sempre há pedreiros fazendo algo novo na mansão. Tudo isso porque um médium assim a orientou a fazer.
 
A casa, em San Jose, na California, é real, assim como suas passagens e afins. A fantasia do filme é explicar que Sarah criou isso tudo porque precisava expurgar todas as vítimas de tiros disparados por uma arma Winchester. Por conta disso, a protagonista também quer mudar o foco dos negócios e produzir patins, o que não agrada aos diretores da empresa, que contratam um médico, Eric Price (Jason Clarke), para dar um laudo sobre a sanidade dela e poderem afastá-la da empresa.
 
O que complica as coisas é que Price não só é viciado em láudano, como também viúvo de uma vítima de um tiro de uma Winchester – se o filme não fosse risível até então, nesse momento ele se tornaria. Depois que o médico se muda para a casa, o filme se torna uma sucessão de sustos enfadonhos, diálogos tolos e até uma sequência em que uma criança sonâmbula cai de um parapeito, mas é salva pelo médico. Ufa!
 
Sarah, além de todo empenho para salvar as almas penadas, também é médium com dotes arquitetônicos. Ela psicografa as plantas dos cômodos onde os espíritos foram mortos e os constrói para salvá-los da danação. Em todo o caso, este deve ser o primeiro e provavelmente único filme sobre fantasmas advogando pelo controle de armas.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 05/10/2018 - 12h38 - Por Victoria Definitivamente tem ótimos atores. Os irmãos Spierig estão construindo sua carreira através do gênero de terror, mas a verdade é que nenhum dos seus trabalhos teve de fato notoriedade, alguns inclusive, tiveram um péssimo resultado, como o último Jogos Mortais. A Maldição da Casa Winchester pode ser considerado o melhor resultado deles até agora: uma história bem relatada, simples mas correta e honesta no seu propósito, sem exageros ou extravagâncias. Eles tiveram o cuidado de copiar exatamente tudo o que fora relatado sobre a Mansão, cada detalhe, e, a partir daí, utilizarem elementos sobrenaturais bem consistentes para explicarem tudo por trás do mistério. Considerando todo o filme, a Maldição da Casa Winchester é uma obra com história e personagens cativantes mas com pouco enredo e um tanto quanto repetitiva. É um interessante filme de suspense mas sem algo especial para acrescentar. A trilha sonora é espetacular, assim como o grande elenco: Jason Clarke (%u2018Planeta dos Macacos: O Confronto%u2019), Sarah Snook (%u2018Jessabelle%u2019) e Angus Sampson (do óptimo Sobrenatural: A Última Chave, aqui deixo o link com os próximos horários: https://br.hbomax.tv/movie/TTL617490/Sobrenatural-A-Ultima-Chave). O filme poderia oferecer novas possibilidades para um conceito clássico do terror. A ideia de casas mal-assombradas é fascinante, mas o risco de se cair em clichês previsíveis é igualmente alta.
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