A grande jogada

Ficha técnica


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Sinopse

Quando garota, Molly Bloom prometis tornar-se uma esquiadora olímpica, mas um acidente corta sua carreira. Um dia, ela descobre o mundo subterrâneo das mesas de pôquer e acaba tornando-se uma organizadora delas, atraindo ricos e famosos. Mas isso também a coloca na mira da lei.


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Crítica Cineweb

31/01/2018

Compartilhando o nome de uma personagem do polêmico romance Ulisses, de James Joyce, Molly Bloom (Jessica Chastain) sempre traçou na vida uma trajetória de alto risco. A começar, não por iniciativa própria, mas por pressão do pai dominador, o psicólogo Larry Bloom (Kevin Costner), quando garota foi levada a competir como esquiadora free style. Apesar de logo ter sido detetado um problema de coluna que desaconselhava o esporte, uma cirurgia a recolocou no caminho das competições, até que um acidente numa prova qualificatória para as Olimpíadas enterrou definitivamente sua carreira esportiva.
 
Longe das pistas geladas, Molly tira um ano sabático no calor de Los Angeles e descobre uma insuspeita vocação como organizadora de mesas de pôquer, às quais é capaz de atrair celebridades de Hollywood, financistas e herdeiros diversos. 
 
Escrito por Aaron Sorkin, experiente roteirista vencedor de um Oscar por A rede social (2011), aqui estreando na direção, o filme não tira todo o partido possível do trunfo de ter à frente do elenco uma atriz carismática como Jessica Chastain por não conseguir tornar interessante o bastante justamente o segmento básico do filme, que trata do jogo.
 
Nessa parte, personagens sucedem-se aos atropelos para mostrar a sucessão das mesas de pôquer comandadas por Molly, que acumula dinheiro no limite da lei – ela não pode, por exemplo, cobrar comissões mas, em compensação, ganha polpudas gorjetas por seus ótimos serviços, com direito a bufês e bebidas sofisticadas e até um ombro amigo para clientes problemáticos (quase todos).
 
A partir de certo momento, o filme se equilibra em duas outras vertentes – o drama familiar, em que fica patente o papel abusivo do pai de Molly (ironicamente, um psicólogo) nos problemas emocionais dela; e o drama de tribunal, quando finalmente o FBI enquadra a moça pela participação de mafiosos russos em jogos organizados por ela, o que a coloca na dependência de um advogado estrelado, Charlie Jaffey (Idris Elba) – que tenta provar que ela não sabia quem eram.
 
Indicado novamente a um Oscar por este roteiro, adaptado da autobiografia da própria Molly Bloom, Sorkin não atinge um equilíbrio entre as partes do enredo. Também não consegue criar uma faísca nas cenas entre Jessica e Idris, dois atores tremendamente competentes, que fazem o que podem. Não o suficiente para salvar o filme de um sentimento de frustração. Talvez seja um erro de origem. Afinal, olhar gente jogando pôquer nunca será tão eletrizante quanto participar do jogo.

Neusa Barbosa


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