Pequena grande vida

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Sinopse

O casal Paul e Audrey Safranek leva uma vida sem regalias, até que surge a oportunidade de participarem de um projeto pioneiro, que encolhe as pessoas. Assim, como tudo em miniatura é mais barato, podem comprar tudo o que sempre desejaram, mas nem tudo sai como o esperado.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

30/01/2018

Mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer. Depois de realizar ótimas comédias, como Ruth em questão, A Eleição, As confissões de Schmidt, Sideways – Entre umas e outras e Nebraska, o diretor Alexander Payne faria um filme ruim. Mas Pequena grande vida não é apenas um filme fraco, é um filme equivocado em seus mais diversos níveis. Não funciona como sátira, muito menos crítica social, porque não tem muito de novo e/ou relevante para dizer.
 
Um cientista norueguês (Rolf Lassgård) descobre como diminuir seres vivos. Começa com ratos, mas não demora muito, seres humanos também são submetidos ao procedimento com sucesso. Como resultado, surge uma nova forma de vida – as pessoas pequenas podem satisfazer seus maiores desejos consumistas porque tudo é menor e mais barato, e, inclusive, mais ecologicamente correto.
 
Paul e Audrey Safranek (Matt Damon e Kristen Wiig) são um casal em dificuldades financeiras que vê na autodiminuição a possibilidade de uma vida melhor. Depois de se despedirem de seus empregos, amigos e familiares passarão pelo processo, mas nem tudo sai como esperado.
 
Na nova vida, Paul trabalha como operador de telemarketing – anteriormente, ele era fisioterapeuta do trabalho –, e percebe que realizar seus sonhos, por mais diminutos que sejam, sempre tem um preço. Paul também descobre, ao conhecer uma dissidente vietnamita, Ngoc Lan Tran (Hau Chong), que o mundo minúsculo, por mais que pareça um paraíso, reproduz as mesmas dinâmicas de exploração socioeconômica do mundo que ele deixou.
 
A crítica social de Pequena grande vida atira para todos os lados, mirando nos alvos mais óbvios, como o preconceito (os diminuídos são, em vários momentos hostilizados pelas pessoas que não se submeteram ao processo), a exploração da pobreza e dos mais pobres, a questão dos refugiados, o consumismo desenfreado. Nada o que o filme tem a dizer é muito brilhante, original ou instigante. As conclusões às quais o filme e o protagonista chegam são um tanto óbvias – mas talvez não fossem tão tediosas, se não demorassem 135 minutos.

Alysson Oliveira


Trailer


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