Todo o dinheiro do mundo

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Em 1973, John Paul Getty III é sequestrado em Roma. Neto do homem que é tido como o mais rico do mundo, exige-se milhões por seu resgate. Seu avô, no entanto, recusa-se a qualquer negociação, desesperando a mãe do rapaz e prolongando o cativeiro por meses.


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Crítica Cineweb

17/01/2018

Realizando um filme sobre um dos mais famosos sequestros do século XX, o do herdeiro John Paul Getty III, em Todo o dinheiro do mundo, o diretor Ridley Scott viu-se envolvido numa trama angustiante na vida real quando o astro Kevin Spacey, intérprete do bilionário John Paul Getty, foi colhido numa formidável espiral de acusações de assédio sexual.
 
A um mês da estreia internacional, prevista para dezembro de 2017, Scott tomou a decisão de refilmar todas as cenas com Spacey, o que envolveu 8 dias de filmagem e o gasto de US$ 10 milhões. A ousadia parece ter compensado, já que o substituto, o veterano Christopher Plummer, tem sido lembrado em diversas premiações e arrebatou a solitária indicação ao Oscar, a de melhor ator coadjuvante, para o filme.  
 
Baseado em roteiro de David Scarpa e John Pearson, a partir de livro deste último, o filme resgata o drama do jovem John Paul Getty III (Charlie Plummer), de 16 anos, que é sequestrado nas ruas de Roma, em 1973. Seus sequestradores esperam receber milhões de seu avô (Christopher Plummer), mas ele, desde o início, recusa-se publicamente a qualquer negociação – exibindo, não se sabe se frieza ou um sangue-frio cínico, quando declara que tem 14 netos e não gostaria de estimular esse tipo de chantagem.
 
De sua parte, a mãe do rapaz, Gail Harris (Michelle Williams), não tem como manter a mesma calma. Separada do filho de Getty e arrancando da família penosamente a guarda de seus três filhos – abrindo mão de bens e pensão para si mesma -, ela se empenha em tentar dobrar o bilionário ex-sogro para salvar a vida do filho, que passaria longos meses nas mãos de seus captores.
 
Ator veterano, aos 88 anos, Plummer está mais próximo da idade do personagem real, que tinha 80 quando o neto foi levado. Sua interpretação é uma das joias do filme, cuja história e seus detalhes trágicos são bastante conhecidos.
 
A trama centra-se na batalha da mãe para arrancar o dinheiro do ex-sogro, que ela mesma não tem como levantar, enquanto ele, por sua vez, se esforça por todas as maneiras para escapar das pressões. Quando o sequestro se arrasta e fica claro que não se trata de nenhuma brincadeira do garoto – como em determinado momento se chega a suspeitar -, entra no jogo Fletcher Chase (Mark Wahlberg), um ex-funcionário da CIA que realiza trabalhos de segurança para o velho Getty e pode ser útil por sua experiência em negociações difíceis em ambientes turbulentos, como o Oriente Médio.
 
No cativeiro, o jovem tem como uma de suas poucas vantagens um pouco de solidariedade de um de seus captores, Cinquanta (interpretado com personalidade pelo francês Romain Duris). Ainda que se conheça o desfecho real da história, o andamento do filme guarda componentes eletrizantes, já que reproduz em detalhes a situação de vulnerabilidade vivida pelo refém.
 
De todo modo, a história serve também para criar uma reflexão sobre a peculiaridade do mundo dos muito ricos, como Getty, que parecem não pertencer à mesma esfera que os mortais comuns. De certo modo, não mesmo, mas a interpretação de Plummer garante que este personagem não se torne caricato, mesmo nos momentos em que parece mais implacável.

Neusa Barbosa


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