O pacto de Adriana

Ficha técnica

  • Nome: O pacto de Adriana
  • Nome Original: El pacto de Adriana
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Chile
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 96 min
  • Classificação: 10 anos
  • Direção: Lissette Orozco
  • Elenco:

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Sinopse

Lissette sempre teve na tia, Adriana, um modelo a seguir. Funcionária pública no Chile, a tia era bem-sucedida, viajada e enchia a sobrinha e outros parentes de presentes. Na vida adulta, Lissette descobre que Adriana ocultava uma vida dupla. Na verdade, ela era funcionária do aparato repressivo da ditadura Pinochet, participando inclusive de sessões de tortura. Neste documentário, ela confronta o pesadelo familiar.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

04/01/2018

Talvez não exista melhor esconderijo que o das paredes da casa de uma família. Quantos segredos ficam ocultos por gerações e quantas verdades nunca são ditas? Quando se vive em períodos sombrios, como o das ditaduras militares que se instalaram na Argentina, no Chile e no Brasil, ocultar sua real face pode ser uma estratégia de salvação, quando se corre risco de vida, ou pode ser também um porto seguro para evitar o julgamento por crimes cometidos.

A diretora chilena Lissette Orozco, ao confrontar sua tia Adriana, durante entrevistas para um documentário, descobriu que ela era integrante da Dina, a temida polícia política secreta do regime de Augusto Pinochet, e acusada por presos políticos de participar de sessões de tortura. E de gostar do que fazia.

Vencedor do troféu Bandeira Paulista, concedido na Competição Novos Diretores da 41ª Mostra Internacional no ano passado, o filme tira os véus de uma personagem que era admirada na família e, até onde se sabia, ganhava a vida como funcionária administrativa, sem nenhum envolvimento na guerra suja da ditadura chilena.

Vivendo na Austrália, onde é alvo de um pedido de extradição da justiça chilena, Adriana é acusada de ter participado ativamente dos órgãos de repressão militares mas nega veementemente, aos prantos, as tentativas de envolvimento de seu nome. Quando começou o documentário, Lissette ligou a câmera para que a tia se defendesse (via skype). Ela própria não tinha certeza da participação de Adriana na máquina de tortura militar, mas à medida em que as conversas foram se prolongando e a diretora passou a ter acesso a outras fontes do período, começou a deixar as dúvidas de lado.

Mais do que uma história de esqueletos ocultos em armários familiares, O pacto de Adriana é um paciente trabalho de pesquisa, ainda com algumas fragilidades de ritmo e direção, mas que em nada prejudicam o resultado final da obra. O espectador pode sair da sessão com dúvidas a respeito da culpabilidade de Adriana, mas saberá que ela teve toda oportunidade para se defender, ao contrário de muitas vítimas que foram lançadas de helicóptero ao mar com a suposta supervisão de Adriana.

Luiz Vita


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