Correndo atrás de um pai

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Sinopse

Dois irmãos gêmeos descobrem que sua mãe os enganou a vida toda, e o homem que acreditavam ser seu pai não é. Ela lhes dá uma pista, e eles saem em busca do pai biológico.


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Crítica Cineweb

21/12/2017

Correndo atrás de um pai é uma comédia que começa com supostas piadas de proctologista (com exame de toque) e termina com outras supostas piadas de veterinário (com um gato com testículos gigantescos), e espremendo entre as duas pontas outras supostas piadas sobre paternidade, maternidade, órgãos genitais e afins.
 
Os protagonistas são Peter (Ed Helms) e Kyle (Owen Wilson), um par de gêmeos que descobre acidentalmente, no dia do novo casamento da mãe (Glenn Close), que o homem que já morreu e acreditavam ser o seu pai, na verdade, não é o pai biológico. Com algum esforço, deduzem que o seu genitor é o ex-jogador de futebol americano Terry Bradshaw (que interpreta a si mesmo aqui), e vão a Miami encontrá-lo.
 
Depois de passarem um tempo com ele e se divertirem – mais Peter do que Kyle –, descobrem que o sujeito não é o pai. Mas conseguem uma nova pista do suposto pai, e vão atrás dele. Essa estrutura se repete algumas vezes – e fazendo o papel dos supostos pais estão atores como J. K. Simmons e Christopher Walken –, e esse é o mote do filme.
 
A viagem é também a possibilidade para os dois irmãos, que não se dão bem, se entenderem. Peter está deprimido desde que se separou da mulher e é odiado pelo filho adolescente. Kyle, que mora no Havaí e ficou rico sem qualquer esforço ao ser escolhido para estampar o rótulo do frasco de um molho.
 
Como Correndo atrás de um pai é um road movie de comédia, entre uma parada e outra, a dupla esbarra em tipos estranhos e supostamente engraçados, mas que nunca justificam sua existência dentro do roteiro escrito por Justin Malen (A última ressaca do ano) – como é o caso de um recepcionista de hotel interpretado por Andrew Wilson (irmão de Owen), que fala tudo muito, mas muito baixinho, e os personagens precisam pedir para que ele repita suas frases, e ele o faz, novamente, inaudível. Essa é a piada: uma pessoa que fala baixo. Pode rir. Mas há momentos ainda piores, como um garoto que urina nas pernas das pessoas.
 
O filme é dirigido pelo estreante Lawrence Sher – que até agora trabalhou como diretor de fotografia em filmes como os da série Se beber, não case e O Ditador –, e, em termos de comédia, é um dos mais fracos e com o humor mais duvidoso dos últimos tempos. É um longa sem personalidade: tão tolo que não tem nem a capacidade de ser ofensivo. Não por acaso, sua estreia nos EUA foi adiada pelo estúdio que o produziu, por mais de um ano.

Alysson Oliveira


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