Bye bye Jaqueline

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Jaqueline tem 16 anos e, graças a uma bolsa de estudos, está matriculada numa escola de elite. Apesar de se sentir um pouco desconfortável com as diferenças sociais, acaba ficando amiga de Amanda e se apaixonando por Fernando.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

11/12/2017

Bye bye Jaqueline é um filme repleto de boas intenções, nem sempre bem realizadas, mas sempre visíveis. Seu grande feito é ser um filme juvenil de fora do eixo Rio-SP (com eventuais incursões ao Rio Grande do Sul) para mostrar que juventude é tudo igual, tudo fruto de uma época, só muda de lugar. Estão lá os romances repletos de inseguranças e ansiedades, como se o mundo fosse acabar amanhã, e também os celulares como extensões dos braços.
 
Há, porém, elementos que o filme lança e não explora muito e teriam algo a acrescentar; o mais evidente é a tensão de classe. O diretor Anderson Simão e o roteirista Wellington Sari até ensaiam lidar com essa fissura no mundo da protagonista, mas a exploração disso resulta bem tímida.
 
Jaqueline (Poliana Oliveira) tem 16 anos e é bolsista num colégio caro, onde se sente deslocada até tornar-se amiga de Amanda (Gabrielle Pizzato Santana). Jaque vai de ônibus para a escola todo dia; já a mãe da Amanda a leva para a escola. É uma diferença sutil que o filme coloca aqui e lá, mas não tira maiores consequências disso. Há uma trama romântica que cria um tremendo potencial, mas, novamente, é tímida. A protagonista está apaixonada por Fernando (Victor Carlim), garoto rico e paparicado na escola. Os sentimentos dela são sinceros. Ele, porém, entra numa aposta com um amigo, Marchesi (Leonardo Oliveira), e tentará tirar proveito de Jaqueline ficando com ela primeiro.
 
Fernando consegue – e isso se dá menos pelo fato de Jaqueline estar apaixonada por ele e mais por ele ser de uma elite à qual nada é negado. Essas sutilezas que aparecem em alguns momentos do filme acabam mal aproveitadas. O olhar do longa se contenta nas armações românticas de Jaqueline, Amanda e cia. Não que esse tipo de coisa – o desabrochar dos sentimentos, a perda da virgindade – não seja importante ou interessante. É pena porque se percebe um potencial bem maior em Bye bye Jaqueline que não é desenvolvido a fundo.

Alysson Oliveira


Trailer


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