O rei do show

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Locais de filmagem


Sinopse

Vindo da pobreza, P.T. Barnum consegue tornar-se um empresário de sucesso, criando um show com "pessoas exóticas" como artistas - como um anão, um gigante, uma mulher barbada e outros. Ao mesmo tempo, ele não desiste de tentar ser aceito pela camada mais rica da sociedade, o que pode colocar sua felicidade familiar em risco.


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Crítica Cineweb

11/12/2017

Hugh Jackman deixa de lado os super-herois enfezados e volta aos musicais do começo de sua carreira artística e que ele visitou brevemente em Os Miseráveis (2012) para encarnar P.T. Barnum, o protagonista de O rei do show.
O roteiro, assinado por Jenny Bicks (roteirista da animação Rio 2) e Bill Condon (diretor do filme musical A Bela e a Fera e roteirista de Chicago), detalha a ascensão do pobre filho de um alfaiate, que fica órfão e sofre o diabo nas ruas ainda menino para tornar-se um bem-sucedido empresário da indústria do entretenimento.
 
Seu negócio é polêmico – um circo em que as atrações são pessoas descritas como “exóticas”. Ou seja, anões, mulheres barbadas, gigantes, um homem todo tatuado, um homem peludo como um cão e assim por diante. Era o final do século XIX e ainda não se falava em politicamente correto.
 
De todo modo, o espetáculo montado por Barnum dá oportunidade a pessoas como Lettie (Keala Settle), uma mulher barbada dona de voz maviosa, o “Pequeno Polegar” (Sam Humphrey), que ostenta uma farda de general ao mesmo tempo que cavalga, e os gêmeos acrobatas W.D. (Yahya Abdul-Mateen II) e Anne (Zendaya) – que são tidos como “exóticos” apenas por serem negros e de tons de pele diferentes.
 
Até esse ponto, a história está colocando em discussão, nas entrelinhas, a questão da tolerância e do preconceito – ainda não resolvida até nossos dias. Por isso, infelizmente, não parecem tão estranhas as hordas que começam a protestar diante do teatro de Barnum, pedindo a expulsão das “aberrações”.
 
O sucesso, no entanto, contempla Barnum e seus artistas e ele, afinal, pode ver cumprida a promessa feita há tanto tempo à mulher, Charity (Michelle Williams), que abandonou por ele a família rica. Apesar de ela não ter preocupações com nada disso, é ele quem continua obcecado por sua aceitação na camada mais rica da sociedade, atraindo, para isso, um sócio dela proveniente, Philip Carlyle (Zac Efron).
 
Falando em música, as canções de Benj Pasek e Justin Paul dão conta do recado, num filme vibrante. Uma delas, This is me, está inclusive indicada a um dos três Globos de Ouro da produção, que concorre também nas categorias melhor filme (comédia/musical) e melhor ator de comédia/musical (Hugh Jackman).
 
Mas talvez a mais bela sequência, inclusive visualmente mais ousada, é a da canção Rewrite the Stars, envolvendo Zendaya e Zac Efron num número que inclui a corda dos acrobatas.

Neusa Barbosa


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