Cora Coralina - Todas as vidas

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Para resgatar a trajetória de vida e literária da escritora e poeta Cora Coralina, o diretor Renato Barbieri se vale de um longa que transita entre o documental e a ficção, combinando entrevistas, encenações e declamações de poemas da biografada.


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Crítica Cineweb

07/12/2017

A poeta e escritora Cora Coralina foi dona de tantas vozes em sua arte que o diretor Renato Barbieri teve de recorrer a diversas atrizes para trazer à tela poemas, história e momentos da vida da escritora. O documentário, roteirizado por ele e Regina Pessoa, combina momentos documentais – especialmente pontuando o filme com uma entrevista da própria biografada, parentes e estudiosos de sua obra – e recriações e encenações imaginárias de sua trajetória.
 
O resultado é um filme poético e delicado em busca da intersecção entre a vida e a obra da escritora goiana, que morreu em 1985, aos 95 anos. Sua antiga residência, a Casa da Ponte, na cidade de Goiás Velho, é um dos cenários principais do filme. Nela, a poeta passou boa parte de sua vida, e logo no começo o longa começa a investigar a relação entre a história e seu objeto de estudo.
 
Nos momentos encenados e imaginados, Cora é interpretada por Maju Souza, que faz a poeta na adolescência; Camila Márdila, na juventude, Tereza Seiblitz, o eu-lírico da escritora; e Walderez de Barros, na maturidade. Entrevistas a programas de televisão trazem uma dimensão mais real ao filme, que também conta com depoimentos de uma das filhas da biografada e do neto, entre outros.
 
Mas é nos comentários de Clóvis Brito e Rita Elisa Seda que o filme encontra mais a literatura de Cora, cujo nome de batismo era Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas (aliás, a história da mudança de nome é uma das melhores do filme). Eles são autores do estudo Cora Coralina: Raízes de Aninha, que serve de inspiração para o filme de Barbieri. É a partir de suas falas que o diretor começa a delinear a relação entre história e arte na vida de Cora. A arte dela, aliás, é bastante valorizada nas múltiplas interpretações pelo elenco, que também conta com Beth Goulart e Zezé Motta.
 
O objetivo aqui não é fazer grandes revelações, nem trazer novas interpretações dos escritos da artista, mas sim resgatar a história de um grande nome da literatura nacional. Nesse sentido, o filme de Barbieri cumpre seu papel com louvor.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 19/12/2017 - 17h35 - Por Sandra Zanni Fiz minha monografia de final de curso em Ciências Sociais pela Ufrn/RN sobre Cora Coralina, baseada no livro Raizes de Aninha, como apoio de memória e histórico. Quero muito assistir ao filme aqui em Natal.Se não der certo nos cinemas,por questões financeiras, sugiro contato com a universidade. Existe uma exibição de filmes literários e com certeza interessaria à universidade.
    Obrigada
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