O poder e o impossível

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Locais de filmagem


Sinopse

Eric era um jogador de hóquei promissor que se deixou levar por seu temperamento explosivo e o vício em drogas. Isolado na Serra Nevada, resolve praticar snowboard numa região proibida e acaba se perdendo. Sem qualquer tipo de comunicação e sem comida, tentará sobreviver até que alguém dê por sua falta e acione o resgate.


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Crítica Cineweb

07/12/2017

Eric LeMarque, um jogador de hóquei profissional, poderia ter tido o mundo, se quisesse – ou se controlasse seu temperamento, ficasse longe das drogas e não fizesse uma dezena de péssimas escolhas na vida. Da mesma forma, O poder e o impossível poderia ser um ótimo filme se seu diretor Scott Waugh (Need for speed: O filme) não apelasse para sentimentalismos baratos, montagem histérica e narrativa soporífera.
 
Baseado no livro do próprio LeMarque – coescrito com Davin Seay –, o filme acompanha alguns dias na vida do esportista quando, em fevereiro de 2004, perdeu-se em meio às montanhas da Serra Nevada, sem comunicação, e enfrentando hipotermia, fome, desidratação e alguns lobos. A história de sobrevivência não é ruim, tem seus momentos e o protagonista, Josh Hartnett, é bom ator. Ainda assim, Waugh foi capaz de fazer um filme mais chato do que assistir a gelo derretendo.
 
O problema não é o personagem principal, quase insuportavelmente arrogante, nem sua transformação espiritual/religiosa – o filme diminui o tom nesse campo, embora Eric fale com Deus algumas vezes, e passagens da Bíblia sejam citadas aqui e acolá. O problema mesmo é a incapacidade do diretor de compreender a jornada de Eric e quão profunda foi a transformação por que passou nesses dias.
 
O poder e o impossível acumula, sem qualquer efeito, cenas e mais cenas de LeMarque andando perdido na neve. Entre uma caminhada e outra, o filme enfia (com uma fotografia estourada, montagem canhestra e algumas câmeras lentas) o passado do protagonista em flashbacks, com um pai abusivo (Jason Cottle), que também era treinador do time no qual o personagem começou a jogar hóquei, momentos em que, quando já adulto autossabotou sua carreira, o vício em drogas e sua derrocada. Tudo isso em alguns minutos mal dirigidos, que são piores do que as cenas na neve.
 
Hartnett não é mau ator – vide filmes como As virgens suicidas e Dália Negra – mas sua carreira se perdeu e nada explica como ele foi parar neste filme. Pior destino profissional teve, no entanto, Mira Sorvino, que com apenas 11 anos de diferença em relação a ele, interpreta sua mãe devota e sofredora, que foi a única a dar falta do rapaz e acionar uma equipe de resgate.

Alysson Oliveira


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