Viva - A vida é uma festa

Ficha técnica

  • Nome: Viva - A vida é uma festa
  • Nome Original: Coco
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Aventura, Animação, Comédia
  • Duração: 109 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Lee Unkrich
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Miguel é um garoto que sonha em ser cantor, mas é proibido por sua família, que odeia música desde que o tataravô do garoto os abandonou para tentar uma carreira. Por conta de um acidente, acaba indo para o mundo dos mortos, onde reencontrará antigos parentes a quem pede ajuda.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

06/12/2017

Filme após filme, o estúdio Pixar investiga a relação das crianças com o seu mundo, num processo de amadurecimento e descoberta de sua própria identidade. Isso começou lá nos anos de 1990, com Toy Story, passando por Monstros S.A., Procurando Nemo, e culminando, por assim dizer, em Divertida Mente. Viva – A Vida é uma Festa é um dos melhores exemplares nesse cânone da animação contemporânea. O filme venceu os Oscar de melhor longa de animação e melhor canção original (Remember Me).
 
Novamente, o tema é a descoberta da identidade, de ser fiel aos seus sonhos mesmo que isso implique em ir contra as tradições familiares. O jeito Pixar de resolver a questão sempre está num mundo ideal, no qual o herói ou a heroína mostra que é possível conjugar as duas coisas. Aqui, o protagonista é Miguel, mirrado adolescente de 12 anos, num clã de sapateiros no México para o qual a música está terminantemente proibida, desde que o tataravô abandou a família em nome da fama.
 
Isso não o impede de sonhar em ser como seu ídolo, o grande Ernesto de la Cruz, cantor e ator que morreu de forma trágica, mas até hoje é amado por seus fãs. Seguindo o seu sonho, Miguel acaba na Terra dos Mortos, onde caveiras coloridas vivem numa cidade de neon vibrante e as memórias dos entes vivos são uma espécie de moeda. Na tradição do Día de Muertos, os vivos homenageiam seus entes que se foram com velas, flores e celebrações. Assim, os mortos podem cruzar um ponte e visitar o mundo dos vivos por um dia. Misteriosamente, nesse dia, Miguel faz o caminho inverso.
 
Para voltar para o Mundo dos Vivos, o garoto precisa ser abençoado por sua tataravó, Mama Imelda, mas ela impõe uma condição: que ele abandone a música. Sem aceitar esse preço, o menino sai em busca do outro parente que o possa ajudar: o bisavô. Nessa jornada, faz amizade com Hector, um esqueleto sem entes que o homenageiem por ele.
 
Escrito e dirigido por Lee Unkrich e Adrian Molina, Viva mergulha nas referências da cultura mexicana e, embora faça uma espécie de pastiche, encontra nela seu colorido e tom – a começar pelo Dia dos Mortos, passando por Fida Khalo, luchadores, A Era de Ouro do Cine Mexicano e o colorido vibrante. A Terra dos Mortos é inspirada, por exemplo, na cidade de Guanajuato, conhecida por sua arquitetura e múmias do século XIX.
 
Com Viva, a Pixar sai da sua zona de conforto da cultura caucasiana norte-americana (um dos maiores problemas nos filmes do estúdio era a falta de diversidade cultural e humana), e encontra um novo ambiente e novos personagens, dando dimensão e camadas a eles, transitando entre o macabro (geralmente com efeito cômico) e o colorido. Ainda assim, o filme segue mais ou menos a estrutura estabelecida pelas produções da Pixar – sem esquecer que o Dia dos Mortos foi tema de outra animação, Festa no Céu, não faz muito tempo – com um grande confronto emocional no clímax (aqui até surpreendente). De qualquer forma, é inegável a sinceridade do final da trama, assim como a das lágrimas que o filme deve arrancar sem esforço.
 
Há também um crítica à sociedade do espetáculo – o que é um tanto irônico vindo de um filme produzido e distribuído pela Disney –, que traz o centro emocional mais forte de Viva. Numa época de celebridade instantâneas, o filme traz à tona o vazio desse mundo, e ressalta a importância de outros valores.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 03/08/2018 - 13h39 - Por Luciana Sousa De todos os filmes que estrearam o ano passado, este foi o meu preferido. É um filme muito bonito, nos ensinou muito sobre tradiçôes e a família. Tinha escutado muitos elogios e depois de ver devo de dizer que realmente essa animação é excelente e muito criativa, o filme é uma viagem cheia de diversão, emoção e aventura. Adoro os filmes de animação, são muito divertidos, um dos meus preferidos é Lego Ninjago, é um filme maravilhoso em todos os aspectos. Tem uma grande animação e uma trilha sonora muito bem elaborada. É um filme feito para crianças, mas seguramente vai agradar aos adultos. Eu verei novamente em: https://br.hbomax.tv/movie/TTL612336/Lego-Ninjago-O-Filme é para ver uma e outra vez mais. É um filme que sem importar o estado de animo em que você se encontre, irá lhe ajudar a relaxar um pouco .O ritmo da historia é ameno e a mensagem que tem o filme é muito fofa, definitivamente recomendado.
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