Perfeita é a mãe 2

Ficha técnica


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Sinopse

Um trio de mães, cansadas da exploração e falta de reconhecimento, se rebela, e resolve fazer a festa de Natal a seu modo. A chegada de suas próprias mães, porém, será um outro problema.


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Crítica Cineweb

29/11/2017

No ano passado, Perfeita é a mãe! se destacou como uma comédia relativamente diferente – ao menos da média hollywoodiana –, na qual um trio de mulheres se rebelava contra todos os clichês, padrões, expectativas e imposições despejadas em cima das mulheres há anos – especialmente aqueles clichês, padrões, expectativas e imposições no que diz respeito a ser mãe. O tal instinto materno não é um instinto, pareciam dizer elas com sagacidade, mas uma construção social tão enraizada que mal se percebe.
 
O sucesso do filme – desbocado, debochado, quase incendiário – garantiu uma sequência menos de um ano depois. Embora já não tenha mais o ar de novidade e carregue na sacarose (especialmente ao colocar o Natal como o tema do filme), Perfeita é a mãe 2 não faz feio – mesmo quando é mais fácil descobrir aonde o filme irá chegar do que encontrar os enfeites da árvore de Natal no fundo do armário.
 
Amy (Mila Kunis), Kiki (Kristen Bell) e Carla (Kathryn Hahn), o trio de heroínas, concluem que estão cansadas de carregar o mundo, a árvore de Natal e o Papai Noel nos seus ombros todo mês de dezembro, e nunca conseguir agradar a seus filhos. Resolvem que dessa vez darão uma festa mais simples e familiar para resgatar a tradição.
 
O problema é a chegada das respectivas mães. Sandy (Cheryl Hines) mãe de Kiki é obcecada por ela a ponto de usar o mesmo corte de cabelo e até um suéter com o rosto da filha estampado, não dando trégua também para o genro (Lyle Brocato). Isis (Susan Sarandon), “como o nome do grupo terrorista” deixa claro, consegue ser mais doida do que Carla, e só a procura quando precisa de dinheiro. Por fim, Ruth (Christine Baranski) é uma reencarnação de Odette Roitman, fazendo da vida da filha um inferno, embora com as melhores intenções, para torná-la a mãe perfeita.
 
Como em Pai em dose dupla 2, no qual Mel Gibson e John Litgrow roubam o show, aqui as três atrizes veteranas injetam um novo fôlego ao humor de Perfeita é a mãe – cada uma ao seu modo. Mas é Christine o grande destaque. Com seu ar aristocrático e língua afiada, deixa claro que irá dominar o Natal na casa da filha, desde os presentes diários para os netos até a decoração exagerada e caríssima (além de cafona) que insiste em colocar. Além disso, ela também contratou Kenny G. para tocar na festa – “é mais barato do que você imagina”.
 
Mesmo com todo o sentimentalismo desnecessário, o longa escrito e dirigido por Jon Lucas e Scott Moore (a mesma dupla do primeiro filme e responsável pelos roteiros da trilogia Se beber, não case) é uma das melhores comédias de Natal em um bom tempo, além de ser a mais ácida, e dar chance para as personagens femininas serem as verdadeiras estrelas.

Alysson Oliveira


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