Jogos mortais - Jigsaw

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Quando uma série de corpos começa a aparecer com os mesmos traços de crueldade típicos de Jigsaw, a polícia levanta duas hipóteses: alguém está copiando seus métodos de tortura e morte, ou, pior ainda, ele não morreu 10 anos atrás, como se acreditava.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

21/11/2017

Aos mais incautos, sete anos atrás, Jogos Mortais: O Final poderia parecer colocar um fim na série de torture porn. Mas franquia ruim não morre, ressuscita de tempos em tempos. E o mesmo pode ter acontecido com seu protagonista-assassino John Kamer, mais conhecido como Jigsaw (Tobin Bell). Ele pode estar vivo ou não, mas uma série de corpos têm aparecido mostrando os mesmos traços de crueldade que caracterizavam seu modus operandi.
 
Um grupo de cinco desconhecidos acorda num galpão com uma espécie de capacete em forma de balde em suas cabeças, presos por uma corrente que os puxa em direção a lâminas rotativas afiadas. Quem são essas pessoas e porque foram capturada saberemos depois. O que importa agora, para eles, é salvar as suas vidas, e logo alguém  descobre como. Os sobreviventes seguem para a próxima fase do jogo, e assim sucessivamente, até que membros sejam extirpados e entranhas expostas – como de praxe nos outros sete Jogos Mortais.
 
Enquanto isso, o detetive Halloran (Callum Keith Rennie) investiga os corpos que aparecem espalhados pela cidade. Em comum, todos eles trazem um corte em forma de peça de quebra-cabeça. O primeiro, por exemplo, está parcialmente decapitado, com um corte transversal pela cabeça, e um pendrive entranhado no pescoço – o arquivo traz uma fala de Jigsaw. Estaria ele vivo? Não tinha morrido vítima de câncer? Terão que exumar o cadáver para descobrir isso? Isso tem alguma importância?
 
O detetive conta com a ajuda de uma dupla de patologistas (Matt Passmore e Hannah Emily Anderson). Ela parece conhecer bem o modus operandi de Jigsaw, o que a transforma numa criminosa em potencial. Ele, por sua vez, é veterano do Iraque e carrega um trauma da tortura que sofreu em ação.
 
Já as vítimas, todas vêm com alguma culpa do passado e chance de se redimir por meio da tortura que sofrem. O assassino vê na dolorosa punição a chance individual de redenção. A ideia estranha (originalmente de Jigsaw, e agora de quem está por trás do sequestro e tortura) é de que as pessoas passam a valorizar suas vidas quando chegam no limite de a perder de uma maneira extremamente dolorosa. Ficar sem um pedaço do corpo no processo é apenas efeito colateral.
 
Dirigido pelos irmãos Michael e Peter Spierig, Jogos Mortais: Jigsaw é pouco criativo em sua crueldade – não que isso fosse uma premissa nos outros sete longas anteriores. Há uma reviravolta final, com a qual o filme tenta se passar por sagaz, mas não é lá muito bem resolvida no roteiro escrito por Pete Goldfinger e Josh Stolberg – responsáveis por, entre outros, Piranha 3D. Em seu favor, os diretores e roteiristas têm a dizer que o filme deixa de lado toda a mitologia tola da série e tramas rocambolesca, concentrando-se no que fez a franquia famosa: pouco humor, personagens descartáveis interpretados por atores que fizeram sua carreira como subcoadjuvantes de filmes desconhecidos e nenhuma compaixão pela vida humana.

Alysson Oliveira


Trailer


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