Boneco de neve

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Detetive com problemas de alcoolismo, mas respeitado por seus pares, Harry Hole entra na investigação de uma série de crimes cometidos por um serial killer que escolhe mulheres em geral casadas, com um histórico envolvendo abortos ou filhos.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

17/11/2017

Baseado num dos romances de sucesso em torno do detetive Harry Hole, de autoria do norueguês Joe Nesbo, Boneco de Neve é um suspense policial impregnado de altas expectativas – ainda mais por ter sido produzido pelo norte-americano Martin Scorsese e dirigido pelo sueco Tomas Alfredson, que traz no currículo os ótimos Deixa Ela Entrar (2008) e O espião que sabia demais (2011), além de um elenco estelar, encabeçado por Michael Fassbender e Charlotte Gainsbourg.
 
Na história da caçada a um serial killer, que mata mulheres seguindo uma série de rituais, amontoam-se detalhes, situações e personagens. Mas esse acúmulo parece ter trabalhado em desfavor do suspense, que não acontece na medida esperada. Harry Hole (Fassbender), um detetive experiente e marcado pela depressão, insônia e alcoolismo, mergulha na trilha de sangue deixada por esse assassino, que elege mulheres com alguma história envolvendo abortos ou filhos.  E que deixa sua assinatura num boneco de neve com dois galhos, como finos braços, apontados para a casa de suas vítimas.
 
Com uma história pessoal problemática, da qual constam uma ex-mulher, Rakel (Charlotte Gainsbourg), e seu filho, Oleg (Michael Yates), Hole ganha uma assistente, Katrine (Rebecca Ferguson) nas investigações. Logo se verá que ela tem uma agenda própria, o que embaralha os sinais da história, cujo ritmo, finalmente, é comprometido por um gelo glacial, assim como seus cenários.
 
Pelo modo como a história é construída, nunca fica claro porque Harry Hole desfruta de tanto respeito profissional – já que se prefere enfatizar episódios como os que ele é visto dormindo numa casinha de brinquedo num parque ou mesmo na rua. Há, por isso, uma impressão de desperdício dos atores, como do talentoso Fassbender e, ainda mais, de Charlotte Gainsbourg, cuja personagem é indefinida demais para dar-lhe um bom material para trabalhar.
 
Não são os únicos, num elenco que usa nomes famosos em pontas que poderiam ser mais valorizadas: caso de Val Kilmer, como um outro policial bêbado, Krafto; Toby Jones, como um policial, Svensson; Chloe Sevigny, num duplo papel, de gêmeas, uma delas vítima do matador, ele mesmo carecendo de um melhor aprofundamento de perfil psicológico. Afinal, a solução e a sequência decisiva deveriam ser bem mais eletrizantes. Toda essa mistura, mesmo com a montagem da experiente e premiada Thelma Schoomaker, parceira preferencial de Scorsese, dão pouca liga. É decepcionante.

Neusa Barbosa


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