A vilã

Ficha técnica


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Sinopse

Depois de ser capturada pelo governo, Sook-hee é treinada para ser uma assassina sanguinária. Cansada desse trabalho, aceita um acordo que a libertará depois de 10 anos de ofício. Mas, mesmo livre, o passado insiste em assombrá-la.


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Crítica Cineweb

13/11/2017

O sul-coreano A vilã conjuga em si vários filmes e, ainda assim, seu diretor e corroteirista Jung Byung-gil consegue frescor e originalidade. Em seus 129 minutos, estão Nikita – Criada para matar, Kill Bill e filmes orientais de female exploitation dos anos de 1970, tudo manchado de muito sangue, jorrado sem dó nem piedade – e isso logo na primeira sequência que, de maneira bem sacada, é vista da perspectiva da protagonista, Sook-hee (Kim Ok-bin, de Sede de Sangue).
 
Narrado fora da ordem cronológica, A vilã custa a entrar nos trilhos, mas, quando finalmente entra, funciona de maneira alucinada. O que se depreende do começo: Sook-hee é uma jovem que acaba nas mãos do governo e é recrutada e treinada, junto com outras moças, por um programa secreto para transformá-la numa assassina. E assim ela vive por alguns anos, até que é liberada portando uma identidade falsa, uma vida nova, um emprego de atriz e sua filha pequena.
 
A narrativa volta no tempo, para descobrirmos que o pai dela foi morto por gângsteres, enquanto ela, ainda criança, via tudo. A protagonista se casa um outro gângster que a treinará. Mas ele também é assassinado e ela jura vingança. É no momento em que a executa que o filme começa, quando acaba capturada pela agência do governo e aceita trabalhar para eles por 10 anos. Logo depois de presa, antes mesmo de aceitar o trato, descobre-se grávida.
 
Isso poderia ser um filme inteiro, mas não são nem os primeiros 20 minutos de A vilã, que transita entre gêneros, passando pela pancadaria, o drama, o romance e o melodrama – tudo em tintas meticulosamente exageradas e com uma coreografia de vida, morte e lutas, com e sem armas, que impressionam.
 
Se as cenas que não envolvem lutas marciais e/ou armas brancas e/ou de fogo não são lá muito bem-resolvidas, o conjunto do filme é. Com reviravoltas suficientes para segurar uma novela mexicana de um ano e personagens pouco carismáticos mas, ainda assim, extremamente humanos em suas motivações, A vilã é um filme que não faz concessões, seja na sua narrativa propositadamente confusa e fraturada, ou na montagem delirante.

Alysson Oliveira


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