Uma razão para viver

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Locais de filmagem


Sinopse

Robin Cavendish é um aventureiro que contrai pólio, e a quem os médicos dão poucos meses de vida. Com a ajuda de sua mulher, Diana, ele supera as barreiras que o mantinham numa cama e fará história.


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Crítica Cineweb

07/11/2017

O ator Andy Serkis ficou mais conhecido interpretar personagens que foram digitalmente criados a partir de seus movimentos, como é o caso de Smeagol, em O Senhor dos Anéis e do símio Cesar, nos filmes da série O planeta dos macacos. Em Uma razão para viver, ele estreia na direção de um longa, a partir da história real do casal Robin e Diana Cavendish que mudaram a história de como se cuida dos pacientes com pólio.
 
Nos anos de 1950, Robin (Andrew Garfield) era um aventureiro na África que trabalhava com a exploração de chá. Levava uma vida de certo luxo no Quênia, mas quando sua mulher, Diana (Claire Foy), está prestes a dar à luz ao primeiro filho do casal, ele começa a ter problemas com seus movimentos. Logo não consegue andar e é diagnosticado com pólio. A condição também afeta sua respiração, o que o obrigada a viver numa cama de hospital com ajuda de um aparelho que lhe permite inspirar e expirar o ar.
 
Os médicos lhe dão poucos meses de vida – como era comum na época –, e Robin cai em depressão. Mesmo sem conseguir emitir sua voz, ele tenta falar e o que diz é um pedido para se matar. Quando o casal volta à Inglaterra, e com um filho pequeno, Diana se recusa a abandonar o marido.
 
O filme é produzido por Jonathan Cavendish, o filho do casal e amigo de Serkis, e é repleto de bom gosto e belas lições de vida. É preciso um coração de pedra para não se comover com a história do homem que luta para superar barreiras e quebrar preconceitos numa época em que portadores de condições especiais eram dados como totalmente inválidos.
 
Com a ajuda de um amigo, um cientista amador (Hugh Bonneville), Robin desenvolve uma cadeira de rodas especial que lhe permite deixar a cama do hospital e se locomover. Assim, ao lado da mulher e outros amigos e parentes, faz uma viagem pela Europa divulgando a novidade e fazendo as pessoas repensarem seus preconceitos.
 
A vida exemplar de Robin, porém, é apresentada com um verniz de beleza e alegria, como se a pólio fosse apenas um catalisador para transformar o protagonista numa pessoa melhor e divertida. As cenas soam um tanto forçadas, ora para fazer rir, ora, para chorar, tudo num cenário idílico, com um romance idem. E tudo é muito bonito e romantizado demais – especialmente a Revolta dos Mau Mau, um movimento de descolonização do Quênia que resultou em massacre, inclusive de prisioneiros desarmados. Um grupo deles, segundo Robin, optou por aquilo que ele chama de suicídio zen – simplesmente pararam de respirar por opção própria.

Alysson Oliveira


Trailer


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