Sem Fôlego

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Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Em 1977, o menino Ben foge de casa em busca do pai desconhecido, em Nova York. Em 1927, outra menina, Rose, foge de casa para Nova York, atrás da mãe. Os dois são deficientes auditivos e um dia as histórias se unirão.


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Crítica Cineweb

01/11/2017

Diretor de filmes elegantes, densos e de temas adultos – caso do mais recente, Carol (2015), que tratava de lesbianismo -, o norte-americano Todd Haynes aproxima-se de um universo infanto-juvenil em seu novo drama Sem Fôlego. O roteiro de Brian Selznick (autor do livro A Invenção de Hugo Cabret) adapta seu próprio livro homônimo aqui.
 
Duas narrativas paralelas conduzem a trama. A primeira, em cores, em 1977, acompanha o drama de um menino de 12 anos, Ben (Oakes Fegley), que, depois da morte súbita da mãe (Michelle Williams), decide fugir de sua casa, em Minnesota, para Nova York, em busca do pai desconhecido. Suas únicas pistas são um livro e um marcador de páginas da Livraria Kincaid.
 
Na outra história, ambientada em 1927 e em preto-e-branco, outra menina, Rose (Millicent Simmonds), também fugiu de casa de Nova Jersey para Nova York em busca da atriz Lilian Mahew (Julianne Moore), um mito do cinema mudo. Os motivos da garota ficarão claros depois. Um detalhe em comum entre as duas crianças em fuga é que são deficientes auditivas.

Alternando as duas histórias, sugere-se que terão uma conexão em algum momento, já que ambas convergem para Nova York. Como sempre, a fotografia de Ed Lachman, parceiro habitual do diretor, é um primor, criando beleza sem excessos nas menores cenas. A trilha de Carter Burnwell é outro suporte emocional poderoso, especialmente no segmento em P&B.

A história de Ben perdido em Nova York é alongada por incidentes como ele ter sido roubado de seu dinheiro e descoberto que a livraria não fica mais no mesmo endereço. Passa-se, então, uma aventura do menino com um novo amigo, o garoto Jamie (Jaden Michael), que o leva a lugares normalmente inacessíveis do Museu de História Natural de Nova York.
 
É evidente, não só por este museu, mas pelo livro que fornece a pista do pai desaparecido, que a história remete a estas instituições e à sua tentativa de abarcar o mundo real dentro de suas paredes, num esforço de compreensão da natureza pela via do conhecimento. Todos esses pressupostos são ricos de sugestões, mas o fato é que o filme não vibra da mesma maneira que obras anteriores de Haynes, caso de Longe do Paraíso, Não Estou Lá e Velvet Goldmine

Neusa Barbosa


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