Uma verdade mais inconveniente

Ficha técnica

  • Nome: Uma verdade mais inconveniente
  • Nome Original: An inconvenient sequel: Truth to power
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 98 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Jon Shenk, Bonni Cohen
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Dez anos atrás, o político e ativista Al Gore tentou alertar o mundo para os perigos do aquecimento global e para a necessidade de se fazer algo a respeito. Agora, ele retoma a questão investigando o quanto foi feito para controlar a catástrofe ecológica e o que ainda falta fazer.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

01/11/2017

Não há dúvidas de que Uma verdade mais inconveniente é um filme necessário e que toca em questões urgentes e importantes, mas também fica bem claro que é um documentário que gasta boa parte de seus 98 minutos dizendo: “Eu bem que te avisei”. É como se o ex-presidente dos EUA e idealizador do filme, Al Gore, passasse o tempo todo lembrando que ele já falou dos problemas do aquecimento global no oscarizado Uma verdade inconveniente (2006), e pouca gente deu bola e, agora, o mundo sofre com as consequências.
 
O filme, dirigido por Bonni Cohen e Jon Shenk, começa com cenas de telejornais da época do documentário anterior zombando de Gore, e seguem, então, catástrofes naturais ligadas ao clima que aconteceram nos dez anos que separam os dois longas. Gore, mais do que político, é um showman e eco-empreedendor e não faz questão de esconder nada disso. Seus treinamentos – que mais parecem aquelas palestras caríssimas de empreendedorismo – já formou centenas de pessoas ao redor do mundo, todas com o objetivo de espalhar sua palavra sobre o aquecimento global.
 
Dado o estado das coisas – especialmente depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, retirou o país do Acordo de Paris, que visava conter as alterações climáticas –, o filme é extremante relevante, pois é repleto de argumentos e exemplos que os justificam, mas, ao mesmo tempo, de maneira um tanto inconsciente, exibe a ingenuidade de Gore em sua cruzada para salvar o planeta.
 
O ex-presidente, que também assina o roteiro, emerge como o grande paladino, pois depois de alguns poucos telefonemas consegue que uma empresa norte-americana – a quem ele chamará de herói corporativo – forneça uma forma de energia alternativa à Índia, que surge como um dos grandes vilões do aquecimento, ao lado de Trump.
 
Gore, uma Cassandra iluminada sobre o apocalipse climático, não é ouvido ou compreendido. O que ele não percebe, ou finge não perceber, é que existem estruturas antigas e profundas na dinâmica de exploração global, e os desastres naturais (causados pela humanidade) estão diretamente ligados a isso. Sua posição de vantagem, num país rico, é cômoda o suficiente para apontar dedos, gritar em prol das futuras gerações, preocupado apenas com o aquecimento global, mas sem pensar nisso como consequência de algo maior.
 
O filme de Cohen e Shenk tem uma narrativa clara, explicitando quem é o mocinho e os vilões, encontra um arco narrativo, um final emotivo e vários momentos sensacionalistas – tudo confortavelmente idealizado como uma apresentação de Power Point para Gore brilhar enquanto tenta salvar o mundo.

Alysson Oliveira


Trailer


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