Na praia à noite sozinha

Na praia à noite sozinha

Ficha técnica

  • Nome: Na praia à noite sozinha
  • Nome Original: Bamui haebyun-eoseo honja
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Coréia do Sul
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Drama
  • Duração: 101 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção: Hong Sang-soo
  • Elenco: Kim Minhee, Seo Younghwa, Jung Jaeyoung

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Locais de filmagem


Sinopse

Young-hee é um atriz que teve um caso com o diretor do filme em que trabalhou. O romance acabou, mas ela ainda não conseguiu superar essa perda. Para tentar seguir em frente, viaja a Alemanha, e reencontra uma amiga.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

02/10/2017

O amor, suas variações e consequências integram a obra do cineasta sul-coreano Hong Sang-Soo. Em Na praia à noite sozinha não é diferente. Esse estudo de personagem acompanha as agruras e aflições de Young-hee (Kim Min-hee, premiada no Festival de Berlim deste ano), uma jovem atriz que tem um caso com um diretor de cinema casado. E quando o romance chega ao fim, ela precisa aprender a lidar com essa perda.
 
O filme é isso: a história de uma mulher que precisa superar a dor da separação. Mas, como é tradicional na obra de Hong, tudo se dá sem pressa, no ritmo da vida. Se na superfície é assim, a estratégia permite, nas entrelinhas, que o filme investigue a existência interna de seus personagens. “Essas são partes muito simples, mas se você for mais a fundo, elas são muito complicadas”, diz alguém lá pela metade do filme. Nessa frase está sintetizada toda a obra do diretor.
 
Embora menos ambicioso do que seu Certo agora, errado antes, Na praia... mostra o amadurecimento do cineasta – que, ainda assim, mantém estranhos movimentos de zoom, sua marca registrada – na sofisticação em esmiuçar vidas fraturadas. Há algo de Eric Rohmer em seu interesse pelo cotidiano, pelos pequenos acontecimentos aparentemente banais que acumulam um efeito na vida dos personagens – especialmente na da protagonista.
 
O filme começa com Young-hee na Alemanha, visitando uma amiga, Jeeyoung (Seo Younghwa), que foi para o outro país depois do divórcio, e acabou ficando por lá. Nesse momento, a protagonista enfrenta uma situação parecida, e não quer voltar a trabalhar até que a dor da separação se cure por completo. A viagem, no entanto, não tem o mesmo efeito com ela, como teve com a outra, e a toda hora pensa no ex-amante, e se questiona se ele também está pensando nela.
 
O que ela precisa é aceitar a perda e seguir em frente. Mas, por mais saiba disso, ela parece não estar preparada para abrir mão do seu amor ou do sofrimento do fim do caso. E ela se consome nessa situação limítrofe. Como se consomem emocionalmente os personagens trabalhados pelo diretor em outros filmes. Nesse sentido, a presença da bela Min-hee (A Criada) é tocante. Ela é capaz de transitar entre a melancolia e o desepespero com facilidade, assim como o filme.
 
Dividido em duas partes, diferentes em tom e cores (cada com um diretor de fotografia diferente, Kim Hyungkoo and Park Hongyeol), tendo como cenários duas cidades, o filme materializa assim o estado de cisão emocional da protagonista de forma sagaz e poética.

Alysson Oliveira


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