A menina índigo

Ficha técnica


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Sinopse

Sofia é uma menina especial. Na escola, está sempre à frente dos colegas nas aulas, o que a deixa entediada. Em casa, mostra talento para a pintura. Seus pais, porém, não sabem muito bem o que fazer com o talento da garota.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

27/09/2017

Sofia (Letícia Braga) é uma menina especial. Na escola, não se adapta bem, não quer participar das atividades com as outras crianças, fica entediada muito fácil e parece ter um talento peculiar para a pintura, jogando tinta para todo lado – seja na aula de artes, no seu quarto ou no quintal de casa – o que a transforma numa espécie de Jackson Pollock mirim.
 
Seus pais são separados. O pai, Ricardo (Murilo Rosa), é jornalista e a mãe, Luciana (Fernanda Machado), trabalha com algo envolvendo finanças – mas isso pouco importa. O que importa é que quando a menina parece ter um surto, a mãe aceita que a garota vá morar com o pai, que também não saberá lidar com a situação. Segue, então, uma série de brigas e discussões entre os pais enquanto a menina fica espirrando tinta para todo o lado.
 
Em algum momento alguém irá sugerir que a garota é uma criança índigo – algo como uma criança à frente do seu tempo, mais evoluída espiritual e intelectualmente que guiará a humanidade a um mundo melhor, ou algo assim – e logo um personagem (um jornalista pouco ético e canastrão interpretado por Eriberto Leão) vai dizer que isso não é ciência, é um embuste. O que talvez seja verdade – ou não – mas esse não é o foco do filme, escrito e dirigido por Wagner de Assis (Nosso Lar).
 
O filme todo é a jornada da descoberta e aceitação de Sofia como uma criança especial. Seja por parte dos pais, dela mesma ou da sociedade que parece não estar preparada para isso. Além de suas pinturas, a garota também é uma espécie de curandeira, o que atrai diversas pessoas depois que cura a hérnia da empregada da casa do pai.
 
Além da trama de Sofia, a menina índigo, o filme também traz uma sub-trama política, envolvendo propina e uma investigação que Ricardo está fazendo para a revista em que trabalha. O retrato do mundo jornalístico – tanto da dinâmica da profissão quanto da redação da publicação – não faz muito sentido, mas tenta se sustentar dentro do filme, especialmente depois que o personagem faz uma descoberta bombástica e enfrenta uma crise ética.
 
Murilo Rosa interpreta um personagem cheio de boa vontade, mas mais plano que as folhas de papel em que sua filha coloca sua arte. Ricardo atravessa o filme com a mesma cara independente da emoção que está sentido – seja com a filha artista incompreendida ou com o pai, empresário corrupto. Letícia Braga – da série e do filme Detetives do Prédio Azul – é talentosa e carismática. Sua presença é o que torna o longa suportável, a ponto de se torcer que ela estivesse num filme melhor.

Alysson Oliveira


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