Logan Lucky: Roubo em Família

Ficha técnica


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Sinopse

Os irmãos Logans não têm muita sorte na vida, mas a possibilidade de um grande roubo é a chance de mudar seus destinos. Para isso, só falta o plano dar certo.


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Crítica Cineweb

22/09/2017

É quase irresistível chamar Logan Lucky - Roubo em Família de 14 Homens e 1 Segredo, mas não seria correto fazer isso. Primeiro porque não há 14 homens aqui – não há nem 4! –, e, segundo, porque o metiér é completamente outro. Em seu novo filme, Steven Soderbergh retoma o tema de um grande roubo, mas os personagens não são ladroes elegantes, refinados e com um esquema infalível. Aqui, eles são aqueles que a cultura americana chama de “White trash”, embora seja um pouco injusto chamá-los de “lixo”.
 
A família Logan, do título, é tudo menos sortuda. Clyde (Adam Driver) perdeu um braço no Iraque; Jimmy (Channing Tatum) conserta pias; e Mellie (Riley Keough) é cabeleireira. O primeiro perde seu emprego quando descobrem que ele mentiu na entrevista para o trabalho – ele manca de uma perna (o que pode ser sinal de alguma doença pré-existente), mas não contou nada, e a empresa teme que ele possa mover um processo trabalhista, por isso acaba demitindo-o para evitar problemas.
 
Divorciado e com uma filha pequena para criar, ele acredita que o único jeito de melhorar de vida é praticando um roubo. Quando trabalhava como encanador, percebeu que todo o dinheiro de um dos circuitos de corridas é transportando por um antigo sistema de tubos pneumáticos que chegam a um cofre. Por conta do reparo, o alarme foi desligado.
 
Para a empreitada, Jimmy escala seu irmão mais novo, Clyde, que trabalha num bar. Os irmãos Logan vivem uma espécie de maldição familiar no lugar onde moram, e nunca conseguiram se dar bem na vida. O acumulo de infortúnios os colocou numa posição delicada, sem muito a perder numa jogada arriscada. Para ajudar no roubo, contam com Joe Bang (Daniel Craig, bem distante de sua persona James Bond, com um cabelo platinado), que está preso. Mas para poder colocar o plano em prática, a dupla precisa, primeiro de tudo, ajudar o amigo a escapar e depois o colocá-lo de volta na prisão antes que percebam sua saída.
 
Aos poucos, o plano entra em ação, mas o público só descobre na medida em que ele é executado – e o projeto é cada vez mais absurdo. E, claro, parte da graça do filme vem daí. Mas muito também vem da capacidade do roteiro da estreante Rebecca Blunt captar os EUA da era Trump. É claro que o longa foi escrito e rodado antes das eleições do ano passado, mas, ainda assim, com seu retrato peculiar dos americanos e suas corridas de carro e concurso de talento e beleza infantil consegue investigar a América profunda com suas contradições e estranhezas. Há algo dos irmãos Coen aqui – especialmente daqueles de Fargo e Onde os fracos não têm vez – na sua exposição do grotesco tão reveladora de um presente assustador.

Alysson Oliveira


Trailer


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