A morte te dá parabéns

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 3 votos

Vote aqui


Locais de filmagem


Sinopse

Tree é uma jovem arrogante, que acaba assassinada no dia do seu aniversário. Quando acorda, descobre que o mesmo dia está se repetindo e se repetirá infinitamente, até que ela consiga desvendar o crime.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

20/09/2017

O terceiro filme de 2017 a usar o conceito do Feitiço do Tempo é o mais divertido, mas também o mais problemático em suas explicações e resolução. O conceito é o mesmo de sempre: um dia-chave que se repete na vida da protagonista, Tree (Jessica Rothe) - a data de seu aniversário será também a da sua morte. Após ser assassinada, ela acorda na manhã seguinte e tudo acontece novamente, mais ou menos igual.
 
O dia começa com Tree acordando no quarto de Carter (Israel Broussard), que nem conhece, e envolve situações como um encontro com seu professor/amante, Gregory (Charles Aitken), uma discussão com uma colega, chamada Danielle (Rachel Matthews), um cupcake feito pela colega de quarto, Lori (Ruby Modine), entre outras. Até que acaba assassinada a facadas por alguém usando uma máscara de um bebê gorducho e dentuço – símbolo de sua universidade. Depois disso, acorda novamente na cama de Carter.
 
Os dias se repetem com algumas mudanças, até que Tree toma ciência disso, e tenta impedir sua morte. São necessárias diversas tentativas fracassadas para que isso se resolva – se é que vai se resolver. A cada possibilidade, surge uma nova complicação. De todas as alternativas, no entanto, a personagem nunca cogita remover a máscara do assassino e, na repetição seguinte, matá-lo primeiro – mas, se fizesse isso, não teria filme.
 
Desde o começo, o longa cria uma personagem irritante, mimada e arrogante que transforma todo mundo que a cerca num assassino em potencial. Desde as colegas com quem rivaliza, até o sujeito que a persegue por não responder a suas mensagens ou o próprio Carter, desprezado por ela que a assusta ao acordar na cama dele.
 
O diretor Christopher Landon (Como sobreviver a um ataque zumbi) tira proveito tanto da pancadaria (Tree troca sopapos com todo mundo, desde desconhecidos a colegas de república) quanto do sangue que escorre, mas tudo flertando com humor. A vantagem é que ele e o filme não se levam a sério, pois parecem cientes do absurdo do conceito em si. Já o roteirista Scott Lobdell, porém, é um tanto trapaceiro com a trama e parece esquecer algumas regras que ele mesmo criou para o filme. Assim, quando, finalmente, chegamos à resolução da trama, algumas coisas ficam sem sentido – assim como alguns dos cenários imaginados para a vida e morte de Tree.

Alysson Oliveira


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança