O melhor professor da minha vida

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Sinopse

François Foucault é um professor de literatura de uma escola de elite de Paris, que vai trabalhar num colégio da periferia, onde toma contato com uma realidade bem diferente daquela que conhece, e precisará rever seus métodos pedagógicos.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

20/09/2017

François Foucault (Denis Podalydès), na primeira cena de O melhor professor da minha vida, parece adepto da famosa expressão que ficou célebre como título do livro de seu ancestral: vigiar e punir. Professor de literatura na Henri IV, uma escola de elite conhecida pela sua formação rígida, ele entrega os trabalhos aos seus alunos um por um, dizendo em voz alta as notas (praticamente todas muito baixas) e zombando disso. Seu método pouco ortodoxo talvez, parece dizer o filme, seja resultado de ter passado a vida sob a sombra do pai, um famoso escritor.
 
A verdade é que as primeiras cenas do filme escrito e dirigido por Olivier Ayache-Vidal indicam um caminho de obviedades e psicologismos baratos, que a obra, felizmente, não segue. Embora seja tremendamente previsível, o longa conta com atuações tão inspiradas – especialmente de Podalydès – que o conteúdo humano supera boa parte das deficiências.
 
Por uma série de questões e mal-entendidos, Foucault acaba tendo de aceitar o trabalho numa escola da periferia de Paris por um ano. Chegando lá – do lado de fora o local se parece mais com um presídio do que uma escola – se depara com um grupo de alunos pouco incentivados, enfrentando problemas sociais e financeiros que desestimulam seus estudos.
 
A questão que passa a consumir o protagonista é: os alunos são desestimulados ou os professores e o sistema de ensino assumem isso, e, dessa forma, se contentam em oferecer pouco a eles? É testando essa ideia que Foucault irá montar seu curso. De cara, recebe conselhos dos novos colegas, como os de um professor de matemática (Alexis Moncorgé) durão que diz que se deve impor respeito logo na primeira aula.
 
Foucault encontra um ambiente um tanto diferente daquele que imaginava e, embora o filme não consiga se desviar de todos os clichês do gênero alunos-problema, acaba sendo capaz de capitalizar em cima do carisma dos jovens que só ainda não perceberam o seu grande potencial porque não tiveram chance. Destaca-se, entre eles, o jovem Seydou (Abdoulaye Diallo) por quem o professor parece se afeiçoar mais.
 
Uma espécie de primo mais modesto de Entre os Muros da Escola, O melhor professor da minha vida está mais interessado nos métodos pedagógicos de Foucault para quebrar a barreira e conseguir dialogar com seus alunos e ensiná-los que os problemas sociais de cada um os impedem de aprender e se dedicar mais à escola. Nesse sentido, é reveladora a evolução da relação do professor com seus estudantes.

Alysson Oliveira


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