Exodus - De onde vim não existe mais

Ficha técnica

  • Nome: Exodus - De onde vim não existe mais
  • Nome Original: Exodus - De onde vim não existe mais
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 105 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção: Hank Levine
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Refugiados de diversos países contam suas histórias. Os sírios Dana e Nizar vivem no Brasil, fugindo da guerra e à espera de reunir-se com parentes. A sul-sudanesa Napuli tenta regularizar sua situação na Alemanha, onde o togolês Bruno levou 9 anos para regularizar sua condição. Lahtow e Makha não conseguem voltar para sua casa, numa aldeia em Kachin, Mianmar, devido a conflitos militares. E o povo saraui, abrigado na Argélia há 40 anos, espera uma solução para voltar ao Saara Ocidental, invadido pelo Marrocos.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

19/09/2017

Poucos temas no mundo mostram-se mais urgentes do que o dos refugiados. Atento a ele, o documentário Exodus – de onde eu vim não existe mais, de Hank Levine, acompanhou, por cerca de dois anos, um grupo de personagens, tendo em comum histórias de desenraizamento, exclusão, dificuldade de reconstrução da própria identidade.
 
Alemão radicado no Brasil, produtor de filmes como Cidade de Deus, Levine opta por dois personagens que vieram parar no país: a síria Dana e o sírio-palestino Nizar, dois jovens que, fugindo de guerras, encontram no Brasil ums situação mais tranquila, mas que apresenta problemas de adaptação, especialmente pelo isolamento. Tanto um quanto o outro vieram sozinhos e têm família em outros lugares, ela no Canadá, ele em Cuba (onde seu irmão estuda medicina).
 
Assumindo o ponto de vista de Dana, é possível entrar em contato com assuntos como a rejeição aos islâmicos, problema que a moça eventualmente enfrentou por usar o tradicional hijab nas ruas de São Paulo. A língua é a maior dificuldade para Nizar, que sonha emigrar para a Alemanha, uma opção que o destituirá do status protetor de refugiado de que desfruta no Brasil.
 
Embora seja um país em que o acolhimento aos refugiados tenha sido grande em tempos recentes, é também na Alemanha que a manutenção destas pessoas por anos, em campos de condições precárias, por anos a fio, até que seja regularizada legalmente sua situação – como foi o caso do togolês Bruno, que considera os 9 anos que viveu num desses locais como uma espécie de hiato em sua vida. Hoje ele trabalha como assistente social de pessoas que vivem a mesma situação.
 
A sul-sudanesa Napuli é outra que vive na pele as contradições de sua situação na Alemanha, dividida entre a irregularidade de sua situação – que se encaminha à normalização diante de seu iminente casamento com um alemão – e o drama deixado para trás, vivenciado por sua família.
 
Bem mais dramática é a situação do povo saraui do Saara Ocidental, refugiados desde os anos 1970, quando, após a retirada da Espanha, foram invadidos pelo Marrocos, mantendo desde então sua luta pela independência. Na família ouvida neste documentário, asilada há 40 anos na vizinha Argélia, é tocante o depoimento da matriarca Tarcha, uma velha senhora que perdeu a esperança de ver o fim da luta e voltar à sua terra.
 
Da mesma forma, Lahtow e Makha, camponeses de Kachin, Mianmar experienciam a situação surreal de viverem precariamente em campos por não poderem mais ocupar suas próprias casas em suas aldeias, devido a conflitos que estouraram na região.
 
Cada uma destas experiências remete a uma especificidade que não esconde os traços comuns – estes são realçados pela narração sensível do ator Wagner Moura, amarrando sentimentos e sensações desse precário estar num mundo em que não se pode deixar de ir e vir, sem poder chamar nenhum lugar de seu.

Neusa Barbosa


Trailer


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