Viver Mata

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Crítica Cineweb

14/01/2003

Nicolás Echevarría começou com arquitetura, música, pintura e rock antes de descobrir que queria fazer cinema. No México, ficou conhecido por seus documentários etnográficos, mas foi descoberto internacionalmente com o longa ficcional Cabeza de Vaca, selecionado para o Festival de Berlim de 1991. Depois de mais de uma década volta à ficção com Viver Mata.

Uma história sem grandes pretensões, esta comédia dramática é um filme quase sempre bem-humorado sobre Diego (Daniel Gimenez Cacho), um quarentão desiludido com suas escolhas, e Silvia (Suzana Zabaleta), uma frustrada locutora de trânsito de uma emissora de rádio.

Através do relato dos dois personagens principais, o diretor intercala imagens de estúdio com gravações externas, tendo a caótica Cidade do México como pano de fundo para ambientar uma história baseada na mentira. Diego, artista plástico, é confundido com um escritor famoso por Silvia, quando eles se encontram pela primeira vez no saguão de um hotel. A locutora aí está para entregar um prêmio para um ouvinte de seu programa.

Para se aproximar do rapaz, ela se faz passar por uma repórter de um programa de notícias da emissora concorrente. A confusão só aumenta a cada frase, mas nenhum dos dois pensa em desfazer o mal-entendido. A atração é maior que a razão. Depois de uma noite de sexo e paixão, a verdade vem à tona. E um grande ressentimento também.

É um enredo convencional, desenvolvido pelo diretor junto ao escritor Juan Villoro, que coloca as dificuldades com que as pessoas se defrontam atualmente em suas relações pessoais. Apesar do happy end, o filme mostra um painel amargo da vida num mundo cada vez mais artificial, em ritmo de novelão mexicano.

Cineweb-6/12/2002

Ana Vidotti


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