Rodin

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Em meados do século 19, o escultor Auguste Rodin começa a tornar-se famoso, com diversas encomendas. No seu ateliê, mantém relacionamento com diversas de suas modelos, e também com sua aluna mais talentosa, Camille Claudel.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

17/09/2017

Cinebiografia reverente, Rodin, do veterano Jacques Doillon, conta como seu maior trunfo com um protagonista, Vincent Lindon, que tem total afinidade, inclusive física, com o papel de um dos maiores escultores de todos os tempos, Auguste Rodin (1840-1917). O filme concorreu à Palma de Ouro no Festival de Cannes 2017.
 
O tom solene se instala a partir de uma escolha do diretor e roteirista de compor sua história com uma excessiva preocupação em citar obras do próprio Rodin – como a A Porta do Inferno, Os Burgueses de Calais e uma polêmica estátua do escritor Honoré de Balzac –, dedicando-se a explorar minuciosamente seus processos de composição, além da incompreensão de que foram objeto em sua época. Também há uma ênfase excessiva em citar artistas contemporâneos do escultor, caso dos escritores Victor Hugo (Bernard Verley) e Rainer Maria Rilke (Anders Danielsen Lie), e pintores como Claude Monet (Olivier Cadiot) e Paul Cézanne (Arthur Nauzyciel).
 
A verossimilhança dos cenários é garantida por uma filmagem que contou com a parceria do Museu Rodin de Paris, o que soma um peso documental que não faz tanta falta quanto uma abordagem mais original e profunda, que realmente lançasse luz sobre a figura humana do escultor e, especialmente, sobre sua conturbada relação com sua aluna, Camille Claudel (Izïa Hégelin).
 
Talvez até porque já houve dois esplêndidos filmes sobre Camille – Camille Claudel (1988), de Bruno Nuytten, e Camille 1915 (2013), de Bruno Dumont – se possa ressentir dessa falta de espessura dramática neste perfil de seu amante. Não falta, é verdade, esforço do ator, mas o erro é de concepção. Este Rodin se debate, mas não respira uma humanidade realmente autêntica. 

Neusa Barbosa


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