Divórcio

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Júlio e Noeli enriqueceram graças ao molho de tomate dela que se tornou famoso, e permitiu que construíssem um império. Agora que o casamento chega ao fim, eles vão disputar tudo, desde a guarda das filhas até a empresa.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

12/09/2017

Atualmente, são poucas as comédias nacionais que tentam um tipo que humor que não apela para o ofensivo ou escatológico, ou parecem um programa de televisão reciclado. Divórcio, de Pedro Amorim (Mato Sem Cachorro), é um exemplo dessas que conseguem ser minimamente engraçadas sem precisar que alguém expila gases em cena – o que, definitivamente, não é engraçado.
 
Ajuda o fato de o filme ser protagonizado por Camila Morgado e Murilo Benício com um timing para comédia, e a forma como brincam com o estereótipo do novo rico do interior de São Paulo. A dupla interpreta o casal Noeli e Júlio, que ficou milionário vendendo molho de tomate mas, com o tempo, ele só pensa nos negócios e não presta atenção na mulher.
 
A graça está exatamente em forçar no sotaque e nos estereótipos para efeito cômico – o que não quer dizer que o filme ridicularize as pessoas dessa região. Além disso, o filme – roteirizado por Paulo Cursino com a colaboração de Angélica Lopes, a partir de uma ideia do produtor L.G. Tubaldini Jr. – joga com as convenções de gênero em que a sociedade local (e todo o país, na verdade) está ancorada. Quando chega a hora da partilha dos bens no divórcio, não faltam acusações pautadas exatamente pelo comportamento que se esperou de cada um deles a vida toda.
 
Entre os coadjuvantes, os destaques são Luciana Paes (que já brilhara na comédia musical de humor negro Sinfonia da Necrópole), como a melhor amiga de Noeli, que já passou pela mesma situação; Gustavo Vaz, como um cantor sertanejo apaixonado pela protagonista desde a juventude – um personagem que também brinca com essa figura típica da cultura brasileira – , e Paulinho Serra, como um presidiário.
 
Amorim sabe das possibilidades e limitações do material que tem em mãos e é capaz de tirar o melhor disso, seja na direção de atores ou na construção das cenas, trabalhando como uma comédia deve ser, ágil e cortante em seus diálogos. 

Alysson Oliveira


Trailer


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