O sequestro

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Karla é uma garçonete em processo de divórcio, quando vê o garoto sendo colocado num carro desconhecido. Começa, então, com seu carro a perseguir o veículo, causando caos e destruição para chamar a atenção da polícia e conseguir ajuda.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

06/09/2017

Halle Berry, cuja carreira nunca mais engrenou depois do Oscar em 2002, é a mãe-coragem da vez nessa exaltação irresponsável do individualismo. Ela é Karla, uma garçonete que trabalha duro para cuidar do filho pequeno (Sage Correa). Depois de cumprir seu expediente na lanchonete, vai com o garoto a um parque, onde passará um tempo precioso com ele, não fosse o chato do marido insistir que quer a guarda compartilhada. No mesmo momento em que recebe uma ligação informando-a disso, o garoto some. Desesperada, corre gritando pelo nome dele, até que vê uma mulher desconhecida colocando um garoto dentro de um carro.
 
Karla prende-se à porta do veículo, mas não consegue impedir sua fuga. Corre ainda mais, entrando em seu carro, não sem antes derrubar seu celular no chão, quebrando o aparelho. Começa, então, uma perseguição – à la Encurralado, mas, note-se, o diretor aqui, não é Steven Spielberg, mas, sim Luis Pietro – que deixa um rastro de caos e destruição pelo caminho.
 
Tudo isso porque Karla tenta chamar a atenção da polícia – lembre-se de que ela perdeu o celular –, fazendo contravenções enquanto não sai da cola do carro (sem placa) que leva o seu filho. Se é um plano do pai dele ou de sequestradores comuns, tanto faz. Ela, e só ela, pode salvar o garoto.
 
As imagens alternam o rosto desesperado da atriz e o velocímetro de seu carro. Essa talvez seja a premissa do filme – mais do que o sequestro do garoto –, e a complicação é descobrir qual sua velocidade máxima. Pouco ajuda o fato do filme – escrito por Knate Lee – transformar Karla numa tonta. Fosse ela um pouco mais esperta, não haveria filme. Ela quase chega a bater o carro quando está anotando a cor  do veículo que leva seu filho. É verde, moça. Não é difícil de guardar essa informação. E, por mais que seu desespero seja justificado, nunca atinge um nível humanamente crível.
 
Halle, a cada trabalho, está se especializando num novo nível de filme ruim. Maré Negra parecia o limite, mas este foi superado com Chamada de Emergência, que é derrotado por O Sequestro – e a atriz nem tem como se defender no caso deste filme, pois ela também o assina como produtora.

Alysson Oliveira


Trailer


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