2:22 - Encontro marcado

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Após um surto, controlador de voo é afastado do trabalho. Tentando se recuperar, ele se apaixona por uma moça que conheceu num balé. Seus destinos, no entanto, estão ligados por fatos que se repetem sem que compreendam.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

05/09/2017

O conceito de repetição do tempo popularizado na comédia clássica dos anos de 1980 Feitiço do Tempo ganha seu segundo exemplar em 2017. O primeiro foi do drama adolescente Antes que eu vá, que usou o conceito de forma competente para falar de temas urgentes e necessários, como bullying. Agora, o suspense romântico 2:22 – Encontro Marcado se vale da mesma ideia com resultado pífio, beirando o constrangedor, sob a direção do australiano Paul Currie.
 
Dylan (Michiel Huisman, da série Game of Thrones) é um controlador de voo no aeroporto JFK, em Nova York, onde leva uma vida de alto nível. Mas algo de estranho está acontecendo: todo dia, em seu caminho para o trabalho, ele vê os mesmos acontecimentos protagonizados por pessoas diferentes – uma mulher ri na rua, um casal idoso se reencontra, coisas assim. E todo dia às 2:22 algo de estranho acontece na estação de metrô Grand Central: janelas estouram, luzes piscam, enfim, nada que não acionaria um esquadrão antiterrorismo – embora, no filme, as pessoas continuem com sua vida como se nada tivesse acontecido.
 
Quando Dylan tem um apagão no trabalho – adivinhe em que horário –, dois aviões quase colidem, mas tudo acaba bem, menos para ele, que leva uma suspensão por quase ter matado 900 pessoas. Pouco depois, num balé, conhece uma moça, Sarah (Teresa Palmer), e, conversando, descobrem que ela estava num dos aviões e segue-se o diálogo improvável: “Eu quase te matei”, diz ele. “Não, você me salvou”, conclui ela. Os dois se apaixonam, mas o maior problema não serão as coincidências inexplicáveis que acontecem no cotidiano dele, mas, sim, o ex-namorado dela, Jonas (Sam Reid), um artista plástico que está abrindo uma exposição na galeria onde ela trabalha.
 
2:22 abusa da boa vontade dos mais generosos com suas reviravoltas tão previsíveis quanto estapafúrdias. A partir de um momento na trama, o filme poderia ser vendido como um drama romântico espírita – embora ele resista a se assumir como tal. Já os personagens são completamente inverossímeis – mesmo dentro da lógica canhestra do filme –, e as interpretações também não ajudam. Fica a dúvida se a culpa é dos atores ou da produção em si. Huisman tem uma presença completamente pueril, suas feições de preocupado e/ou intrigado são risíveis - resta a ele mostrar sua capacidade física, seja malhando ou correndo de bicicleta pelas ruas de Nova York.

Alysson Oliveira


Trailer


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