150 Miligramas

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Sinopse

Médica pneumologista em Brest, interior da França, Irène Frachon começa a identificar problemas cardíacos envolvendo pacientes que tomaram um moderador de apetite, indicado a diabéticos com excesso de peso. Reunindo diversos casos, ela procura apoio de um prestigiado pesquisador, Antoine Le Bihan, para juntar evidências suficientes para confrontar o laboratório fabricante junto a órgãos de fiscalização.


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Crítica Cineweb

25/08/2017

Inspirado em fatos reais, o drama francês 150 miligramas ganha fôlego ao apoiar-se numa extraordinária protagonista, a médica Irène Frachon, interpretada com brio pela atriz dinamarquesa Sidse Babett Knudsen.
 
A história real é terrível, remontando aos anos 2000, quando a médica, uma pneumologista de Brest, na Bretanha, começou a desconfiar de que um medicamento indicado como moderador de apetite para diabéticos com excesso de peso, o Mediator, poderia estar por trás de uma enorme incidência de problemas cardíacos desses pacientes. Em não poucos casos, levando à morte.
 
Introduzido há décadas na França, o remédio não havia levantado suspeitas até então. E Irène, que não era nem cardiologista nem pesquisadora, precisava de forte sustentação científica para poder confrontar o poderoso laboratório fabricante. Ela consegue a adesão de um respeitado pesquisador, Antoine Le Bihan (Benoît Magimel), que se torna seu aliado ao perceber solidez em seus levantamentos. Mas, daqui para a frente, a batalha será cada vez mais feroz.
 
Mesmo não poupando o espectador de inúmeros dados técnicos, até por conta de manter sua credibilidade, o filme dirigido pela premiada Emmanuelle Bercot (De Cabeça Erguida) atravessa a aridez desse detalhe de maneira apropriada ao colocar sua ênfase nas nuances de uma protagonista aguerrida, sincera e profundamente humana, mas não idealizada – tanto que suas relações, inclusive com seus aliados, são frequentemente turbulentas. Uma pitada de suspense é acrescentada na receita com a participação, em segredo, de um técnico dentro de uma poderosa agência governamental (Olivier Pasquier) na luta para reunir provas contra o Mediator.
 
Também atriz, Emmanuelle Bercot injeta de humanidade seus personagens, transformando a trajetória da médica interiorana numa batalha épica e a protagonista, numa verdadeira heroína, que tem muito a perder nesta guerra e cuja única recompensa em vista é fazer justiça às não poucas vítimas que o Mediator fez pelo caminho – estimadas entre 500 a 2.000 pessoas na França.  O que é mais apavorante é que uma história assim pode estar acontecendo de novo, em qualquer lugar – e talvez não haja uma Irène Frachon de plantão.
 
Na França, em 2016, 150 Miligramas recebeu duas indicações ao César – melhor atriz para Sidse e melhor roteiro adaptado para Emmanuelle Bercot e Sèverine Bosschem, que partiram do livro escrito pela médica.

Neusa Barbosa


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