Na mira do atirador

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Locais de filmagem


Sinopse

É 2007 e a Guerra do Iraque chegou ao fim. Alguns soldados americanos ainda não voltaram para casa, e um deles entra num embate com um atirador iraquiano.


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Crítica Cineweb

17/08/2017

Dirigido por Doug Liman (A Identidade Bourne, No Limite do Amanhã), Na mira do atirador começa como um Esperando Godot na Guerra do Iraque. Dois atiradores americanos, Isaac (Aaron Taylor-Johnson) e Matthews (o lutador John Cena) aguardam camuflados no meio do mato de uma colina, numa região desolada do país.
 
O ano é 2007, e a guerra (supostamente) acabou, mas eles verão que não é bem assim. De onde estão, olham para a planície e contam os corpos: oito no total, espalhados. Isaac, mais conhecido como Ize, acredita ter notado a movimentação de um sniper iraquiano, mas seu superior não acredita nele e resolve descer para checar mais de perto, quando é gravemente atingido. O outro rapaz vai ajudá-lo e também acaba ferido – embora com menos gravidade – e consegue se esconder atrás de uma estrutura despedaçada, que um dia foi uma parede.
 
Por conta dessas coisas que só acontecem em roteiro de filme (no caso, assinado por  Dwain Worrell, que tem no currículo episódios das séries Walking Dead e Punho de Ferro), o rádio de Ize não funciona direito. Ele muda a frequência e acaba sendo surpreendido por um sujeito que pode ser Juba – um sniper da resistência iraquiana que ficou famoso em meados da década passada.
 
Os dois estabelecem uma espécie de diálogo, no qual o iraquiano quer apenas conversar – “não quero segredos militares”, explica –, saber sobre a família, a criação de Ize e seus companheiros que morreram no conflito. O americano se recusa a dizer muito, mas percebe que manter o diálogo com o inimigo é uma forma de descobrir onde ele está, e assim se vingar e salvar sua vida.
 
Com esses poucos elementos – o filme se resume a praticamente Ize atrás do muro ruindo, apenas ouvimos a voz de seu inimigo –,  Liman cria a tensão que segura os enxutos minutos de Na Mira do Atirador. Os diálogos são bem escritos – embora alguns detalhes sejam um tanto forçados, como o rádio que funciona apenas quando interessa ao roteiro – e seguram a trama. Mas quem se destaca mesmo é Taylor-Johnson que, na maior parte do tempo, é a única pessoa em cena.

Alysson Oliveira


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