O homem que matou John Wayne

Ficha técnica

  • Nome: O homem que matou John Wayne
  • Nome Original: O homem que matou John Wayne
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2017
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 100 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Diogo Oliveira, Bruno Laet
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Documentário traça o perfil do cineasta Ruy Guerra intercalando entrevistas e imagens de alguns de seus principais filmes.


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Crítica Cineweb

09/08/2017

Uma cinebiografia digna de Ruy Guerra não poderia propor um caminho convencional, começando pelo título – que joga com as possibilidades de cruzamento entre ficção e realidade que estão no cerne de toda e qualquer arte, inclusive o cinema. Ainda mais o cinema deste autor.
 
Certamente, Ruy Guerra aparece falando dele mesmo e de sua profissão de fé artística, em entrevistas realizadas expressamente para este filme e materiais de arquivo – estes, preenchendo alguns detalhes biográficos, como a razão da vinda deste moçambicano para o Brasil, que ele adotou com toda a paixão e veemência, para nele criar sua poesia e seus filmes. Sorte nossa.
 
Entrevistados do calibre de um Michel Ciment, um dos maiores críticos franceses, Gabriel García Márquez (de quem Ruy adaptou três histórias), Werner Herzog (que o dirigiu em Aguirre, A Cólera dos Deuses) e Chico Buarque de Holanda (parceiro de Ruy em empreitadas como o musical histórico Calabar: O Elogio da Traição) analisam também características da obra do cineasta, que é mostrada em cenas de diversos filmes, como Os Fuzis, Os Cafajestes, A Queda, Os Deuses e os Mortos, A Bela Palomera, A Ópera do Malandro e O Veneno da Madrugada. Há também trechos dos filmes de outros diretores, que dialogam com o trabalho de Ruy.
 
O Homem que Matou John Wayne salienta, de forma singular, a prosa sofisticada de Ruy, de quem se escutam alguns poemas, além de sua própria verve hipnótica, para rejeitar o que ele chama de “cinema de causa e efeito”. Ou seja, aquele em que tudo é explicado e que, por isso, não o interessa. Para ser fiel a esse princípio do personagem deste documentário, deixemos ao espectador a descoberta da simbólica menção a John Wayne.

Neusa Barbosa


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