Annabelle 2: A Criação do Mal

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 3 votos

Vote aqui


Locais de filmagem


Sinopse

Depois de perder sua filha de 6 anos atropelada, um artesão e sua mulher abrem sua casa para receber um grupo de órfãs. Uma delas, porém, entra no quarto da menina que morreu e lá encontra a boneca Annabelle.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

07/08/2017

Por algum motivo, chamado sucesso de bilheteria, a boneca Annabelle ganha um segundo filme em sua carreira solo, que volta no tempo para contar a sua origem. Se no primeiro filme, situado na década de 1960, ela já estava possuída e cometia (ou induzia pessoas a cometer) crimes, aqui ela nasce como um brinquedo inocente, feito artesanalmente por Samuel Mullins (Anthony LaPaglia), que vive numa casa idílica com sua mulher (Miranda Otto), e a filha de 6 anos (Samara Lee).
 
Tudo vai bem até que, ainda antes dos créditos iniciais, a garota morre atropelada. O filme avança para mais de uma década depois, quando Samuel tornou-se um sujeito deprimido e sua mulher vive na cama, com metade do rosto coberto por uma máscara de madeira. Como a casa e toda propriedade são grandes, ele convida meia dúzia de órfãs e uma freira para morar com eles.
 
Ninguém, muito menos a religiosa (Stephanie Sigman), acha o fato estranho. Das seis garotas, uma logo chama a atenção – o filme passa a se concentrar nela, e fica claro que será a vítima favorita da boneca demoníaca. Ela é Janice (Talitha Bateman), que teve pólio e hoje precisa de ferros na perna para poder se locomover. O quarto da garota falecida está proibido, mas, claro, ela vai entrar lá e encontrar o brinquedo assassino – senão, o filme não existiria.
 
Entre um susto e outro, o longa, dirigido por David F. Sandberg (Quando as luzes se apagam), ainda encontra tempo para uma espécie de merchandising, mostrando a imagem inexplicável de uma freira romena também demoníaca numa fotografia – essa personagem terá o seu filme lançado em 2018.
 
Para uma criatura tão do mal, Annabelle é modesta e mata poucas pessoas, nas quase duas horas de filme. Levando em conta que ninguém do elenco é necessário para uma continuação, o roteirista Gary Dauberman (também responsável pelo longa anterior) até que economiza em sangue e investe em sustos e possessões demoníacas. Mas, a cada novidade escabrosa, o filme faz menos sentido – mesmo dentro de sua lógica fantasiosa. O que ninguém explica é o fato de não atearem fogo ou passarem com um rolo compressor em cima de Annabelle e acabar com tudo de uma vez – mas aí também não existiria filme. De qualquer forma, o brinquedo assassino Chucky pode respirar aliviado, o posto de boneco mais endemoniado do cinema ainda é dele.

Alysson Oliveira


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança