Em ritmo de fuga

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Baby tem uma dívida com um chefão do crime. Para liquidá-la, ele trabalha como piloto de fuga numa série de assaltos. Falta pouco para ficar livre, mas antes disso ele se apaixona por uma garçonete.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

18/07/2017

A primeira sequência de Em ritmo de fuga impressiona: um longo plano, envolvendo um assalto a banco, uma escapada e uma espécie de coreografia do protagonista, Baby (Ansel Elgort). Logo de cara, o diretor e roteirista Edgar Wright (Scott Pilgrim Contra o Mundo) coloca seu filme num patamar alto. Inevitavelmente, o que vem depois é ladeira abaixo.
 
Wright parece tão enamorado de sua ideia - na qual a música dita o ritmo e a montagem do filme – que não abre mão dela, nem quando se torna excessiva. Dez, quinze minutos disso é uma sacada. Quase duas horas é excesso. E os personagens e tramas se tornam reféns desse estratagema, que liga o filme nos 220 volts e não solta mais.
 
Baby é um jovem atormentado pela morte trágica dos pais que vive com um pai adotivo e surdo (CJ Jones), o que, é claro, faz uma espécie de contraponto aos excessos de sonoridade do protagonista, que também tem um problema de audição que lhe causa um ruído constante nos ouvidos.
 
O rapaz tem uma dívida com um chefão do crime (Kevin Spacey), o que o obriga a trabalhar como piloto de fuga em assaltos para saldá-la. A gangue – que conta com os personagens de Jon Hamm e Jamie Foxx, entre outros – realiza sofisticados assaltos a bancos e outras instituições de forma muito meticulosa. Por isso, a ação precisa ser muito bem marcada – e aí entra a música. É a forma de marcação de Baby.
 
As coisa vão relativamente bem na vida dele até conhecer Debora (Lily James), uma garçonete meio sem rumo na vida, por quem Baby se apaixona, mas esconde várias coisas de sua vida.
 
Wright não é o tipo de roteirista/diretor adepto da ideia de que menos é mais, e coloca tiques e manias em seus personagens até dizer chega. Baby, além de tudo o que faz, também grava e remixa diálogos, colocando-os em fitas K7 que guarda de recordação. Isso lhe causará problemas em algum momento. Todos os personagens trazem consigo algo de bizarro, o que transforma o filme numa coleção de esquisitices.
 
As músicas – que incluem temas de The Beach Boys, The Foundations, The Commodores, T. Rex, Steve Miller Band, Queen, Beck, entre outros – são realmente especiais, mas sua utilização acaba subordinando o conjunto a elas mesmas, transformando o resultado mais numa trilha sonora com imagens ilustrativas do que num filme.

Alysson Oliveira


Trailer


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