A luta de Steve

A luta de Steve

Ficha técnica

  • Nome: A luta de Steve
  • Nome Original: Gleason
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2015
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 110 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: J. Clay Tweel
  • Elenco:

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Locais de filmagem


Sinopse

Aos 34 anos, o jogador de futebol americano Steve Gleason foi diagnosticado com ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). Desde então, o documentarista J. Clay Tweel registra a jornada do ex-esportista lidando com a doença com a ajuda de sua família.


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Crítica Cineweb

07/07/2017

Aos 34 anos, o jogador de futebol americano Steve Gleason foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença rara, autoimune e degenerativa que, lentamente, afeta o sistema motor. Pouco depois da descoberta, o esportista se ligou ao documentarista Clay Tweel a fim de registrar sua experiência. Não muito tempo depois, ele também descobre que sua mulher, Michel Rae Varisco, está grávida do primeiro filho do casal.
 
A luta de Steve é um documentário doloroso mas necessário, que acompanha o processo da doença e da batalha do esportista ao longo dos anos. Tweel não se concentra apenas na doença, mas capta a dinâmica de toda uma família se adaptando a uma vida nova. Quatro anos de imagens – muitas delas, feitas pelo próprio Steve – resultam num retrato (editado pelo diretor e Brian Palmer) de resiliência e coragem.
 
O diretor deixa que material potencialmente emotivo fale por si mesmo. Não é preciso exageros com trilha sonora ou lágrimas familiares para que o filme, em sua honestidade, seja forte. A jornada pessoal do ex-jogador é que conduz o documentário – e sendo ele uma figura carismática e inteligente, não é difícil se deixar levar pela sua história.
 
Há momentos de ternura, com a mulher e o filho, e outros de tensão – especialmente envolvendo o pai de Steve, Mike, um cristão fundamentalista que acreditava numa cura milagrosa nos primeiros estágios da doença, o que o fez ir a uma igreja na esperança de que a doença se dissipasse apena pelo toque das mãos. A cena chega a ser difícil de assistir, Steve em seu esforço vão, enquanto o pai vibra com o esforço do filho e Michel se indigna com aquilo que o marido está sendo obrigado a passar. Há um embate entre esses dois homens, e a relação deles não parece ser muito bem resolvida – fruto de um passado um tanto conturbado. Por outro lado, também é preciso ressaltar a força e a coragem da mulher de Steve.
 
Tecnicamente, o filme é competente, mas sua grande força vem exatamente das imagens caseiras cruas feitas pelo próprio Steve, documentando os estágios da doença. Steve completou 40 anos em março passado, e esse documentário é um retrato emotivo e emocional sobre a coragem necessária para seguir em frente.

Alysson Oliveira


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