Gatos

Gatos

Ficha técnica

  • Nome: Gatos
  • Nome Original: Kedi
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Turquia
  • Ano de produção: 2016
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 79 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Ceyda Torun
  • Elenco:

Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 3 votos

Vote aqui


Locais de filmagem


Sinopse

Documentário acompanha diversos gatos pelas ruas, vielas e telhados de Istambul e também as pessoas que escolhem ser seus protetores.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

05/07/2017

Nascida e criada em Istambul até os 11 anos, a diretora Ceyda Torun revela no documentário Gatos  a relação especial que sua cidade natal mantém com os felinos – e que ela, radicada nos EUA, garante não ter encontrado em outro lugar no mundo.
 
É fato que a cineasta consegue não só estabelecer esta peculiaridade felina em Istambul – onde há, alegadamente, milhares de gatos que não são domésticos mas se relacionam com alguns seres humanos – como também de seus guardiões humanos, que obedecem igualmente a um conjunto de regras próprias para cuidar dos gatos, respeitando sua independência e “personalidades” muito distintas, não raro até mesmo ariscas.
 
Os personagens do filme são sete gatos, todos com seus respectivos nomes, cuja rotina diária é acompanhada através de câmeras – colocadas no seu nível de olhar, para expor seu ponto de vista – como de drones, capazes de dar conta de espetaculares tomadas aéreas que materializam para os espectadores os trajetos dos felinos pelos telhados da maior cidade turca. Assim, conhecemos Sari, uma gatinha amarela e branca, que sai diariamente dos fundos de uma loja que ela elegeu como quartel-general, para buscar comida junto aos bares e restaurantes das redondezas, invariavelmente trazendo um pouco para seus quatro filhotes, que ela abriga na base.
 
Gamsiz, por sua vez, um tranquilo macho preto-e-branco, é capaz de compartilhar dos afetos de várias pessoas, como um padeiro – que costuma pagar as contas de seu veterinário a partir das gorjetas de seu estabelecimento – e uma vizinha, cujo apartamento ele frequenta sem cerimônia, ignorando o gato doméstico preto que ali mora permanentemente. Já Duman, um elegante macho branco e cinza, escolheu como morada um café sofisticado da cidade, aonde ele não entra – fica nas mesas da calçada, mas nunca esquece de esfregar as patinhas na janela toda vez que está com fome, sendo prontamente atendido.
 
Além dos gatos, o filme identifica alguns dos seus dedicados protetores, como um homem e uma mulher que se encarregam, diariamente, de alimentar dezenas deles. Um barqueiro que, anos atrás, graças a um gato achou uma carteira com dinheiro num dia de especial dificuldade – seu barco fora destruído numa tempestade -, não só adotou dois, que compartilham o barco com seu cão, como nunca se furta a resolver emergências, como quando encontra uma ninhada inteira desprotegida, encarregando-se de alimentá-los com seringas de leite, um a um.
Recorrendo a uma fotografia esmerada, a cargo de Charlie Wuppermann, coprodutor do filme, e à trilha sonora de Kira Fontana, Gatos elabora a crônica de uma cidade milenar em torno de animais que representam uma força da natureza resistindo às pressões implacáveis da globalização, que vêm tomando os espaços onde eles exercem , há séculos, a sua peculiar forma de liberdade.

Neusa Barbosa


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança