Os pobres diabos

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

O Gran Circo Teatro Americano chega a um pequeno vilarejo no sertão do Nordeste. O circo parece estar com os dias contados, mas espera que o espetáculo faça sucesso e o salve da ruína.


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Crítica Cineweb

28/06/2017

Filmado há quatro anos e exibido no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro de 2013, somente agora ganha as telas de cinema o drama Os Pobres Diabos, do diretor cearense Rosemberg Cariry – que tem um de seus pontos fortes no elenco, integrado por Sílvia Buarque, Chico Diaz e Gero Camilo.
 
O foco da história, também roteirizada por Cariry, é um circo mambembe, cujo nome grandiloquente, Gran Circo Teatro Americano, é mais uma tentativa de contornar sua miséria. Recém-chegados aos arredores de Aracati (CE), eles levantam a lona num terreno descampado bem longe, para evitar pagar aluguel. A trupe depende desesperadamente dos novos espetáculos para comer.
 
Apesar da penúria, há muito humor na maneira como se desenham os relacionamentos entre os artistas. Uma das tramas rocambolescas é o triângulo amoroso entre Creuza (Sílvia Buarque), o ator Zeferino (Gero Camilo) e o palhaço Lazarino (Chico Díaz), cujos encontros se dão nos intervalos do show principal – um espetáculo baseado em cordel, contando as façanhas do cruel cangaceiro Lamparina (Chico) quando invade o inferno e destrona o próprio diabo (Gero).
 
O circo pertence aos irmãos Arnaldo (Everaldo Pontes) e Zezivalda (Zezita Matos), que se desdobram no esforço da contabilidade, além de também atuarem. Fora isso, a trupe arma seus esquemas individuais para garantir a subsistência: Lazarino tem uma galinha da qual tira os ovos, Zeferino, uma cabra que fornece leite.
Produção despojada, mas de empenho artístico, Os Pobres Diabos não esconde as fragilidades de cada um, que funcionam até como alívio cômico. Creuza, por exemplo, apesar de seus ares de grande estrela, canta e dança mal e finge pior ainda ser uma artista estrangeira, atravessando na letra em espanhol de canções como a mexicana “La Adelita”, um dos pontos altos de seu escasso repertório.
 
O filme, afinal, funciona como uma metáfora das incertezas da carreira dos artistas fora dos grandes centros, que dependem de uma vida errante e sem patrocínios para simplesmente seguir vivendo. Além de enfrentarem, sem esperanças, a concorrência onipresente da televisão.

Neusa Barbosa


Trailer


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