A terra vermelha

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Nos arredores de Misiones (Argentina), perto da fronteira com o Brasil, uma multinacional madeireira devasta a floresta e contamina o ambiente com pesticidas. O médico local denuncia o problema, que mobiliza os trabalhadores. No conflito, ficam em lados opostos dois amantes: Pierre, o gerente da madeireira, e Ana, professora e ativista ambiental.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

21/06/2017

Coprodução entre a Argentina, o Brasil e a Bélgica, o drama A Terra Vermelha inspira-se numa série de histórias reais para abordar um tema candente na América do Sul – a destruição das florestas originais e a contaminação da natureza e das pessoas pelo uso indiscriminado de pesticidas.
 
Dirigido e roteirizado pelo argentino Diego Martinez Vignatti – também conhecido como diretor de fotografia do premiado cineasta mexicano Carlos Reygadas, em títulos como Japón (2002) e Batalha no Céu (2005) -, o filme evolui em torno de seu núcleo social, político e ecológico. Mas individualiza seus temas a partir de um romance complicado, entre o belga radicado na Argentina Pierre (Geert Van Rampelberg), gerente de uma multinacional madeireira, e a professora Ana (Eugenia Ramírez), uma empenhada ativista contra a destruição ambiental.
 
Em princípio, trata-se de um envolvimento complicado, entre duas pessoas que têm tudo para ser inimigas. Mas é justamente desta contradição que a história extrai parte de sua energia, apostando numa progressiva transformação de Pierre. Decidido a ser pragmático e ganhar dinheiro para um dia sair dali, ele cumpre suas funções em seu emprego, mas tenta ser leal com os empregados. Não acredita nos efeitos nocivos dos pesticidas que seus homens aplicam até que ele mesmo começa a sentir algo de errado com a própria saúde.
 
Quando se afasta do núcleo do casal, o filme cria blocos de personagens sem tanta individualidade e boa dose de maniqueísmo – os sindicalistas e trabalhadores da saúde militntes, o patrão sem escrúpulos, a polícia sempre decidida ao emprego da violência para conter os protestos. Essa simplificação funciona para compreensão do problema central de que o roteiro quer tratar mas esvazia a história de uma complexidade mais rica para um maior aprofundamento  das questões tratadas pelo filme.
 
Uma boa dose de realismo vem do fato de que os poucos atores profissionais interagiram com populações do local da filmagem, em torno de Misiones (Argentina) – inclusive, há alguns brasileiros, uma situação típica de filme de fronteira.

Neusa Barbosa


Trailer


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