Meus 15 anos

Ficha técnica


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Locais de filmagem


Sinopse

Bia tem 14 anos, poucos amigos e um pai amoroso e atrapalhado, que a inscreve num sorteio para ganhar uma festa de debutante. Ela acaba sendo sorteada e isso muda sua vida.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

08/06/2017

Não é preciso muito tempo de Meus 15 anos para que qualquer pessoa, deixando o cinismo de lado, comece a se interessar pelo filme. E a causa disso tem nome e sobrenome: Larissa Manoela. A atriz, de 16 anos, tem carisma de sobra para conduzir o filme, no papel da protagonista, Bia, que, meio a contragosto, ganha uma festa de debutante com tudo o que manda a tradição. É difícil imaginar outra menina capaz de segurar a personagem com graça e driblar os estereótipos que aparece pelo caminho.
 
Bia tem 14 anos e é o patinho feio da escola. Nada que o cinema já não tenha mostrado à exaustão, mas Larissa e a diretora Caroline Fioratti conseguem algum frescor aqui, exatamente por saber que estão lidando com um material que já foi mais do que explorado. A protagonista é criada pelo pai viúvo (Rafael Infante), que ganha a vida fazendo eventos fantasiado de coisas estranhas – numa das primeiras cenas, vai buscar a filha na escola vestido de taco mexicano.
 
A garota praticamente não tem amigos e está naquela fase que Britney Spears bem definiu: “Não é mais uma menina, mas também ainda não é uma mulher”. É um momento de transição, no qual tudo é novidade e tudo assusta, exatamente por isso. É quando começam a surgir pressões desconhecidas e escolhas precisam ser feitas. Seu único amigo é Bruno (Daniel Botelho, excelente também), com quem formou uma dupla musical, que compõe canções sem muitas ambições, apenas para se divertir.
 
Sem que Bia saiba, seu pai a inscreve num sorteio para ganhar uma festa de debutante, promovido por um shopping, e ela acaba ganhando. É quando o patinho feio deverá passar pela transformação – assinada pelos personagens de Polly Marinho e Victor Meyniel, que também funcionam como os alívios cômicos do filme.
 
A diretora, estreante no cinema, e que já fez a série infanto-juvenil A Grande Viagem (exibida pela TV Brasil, no começo do ano), demonstra talento e sensibilidade ao criar o universo de uma garota do presente. O filme dialoga com clássicos do gênero, como os filmes de John Hughes, mas aqui diminui um pouco o tom. Ao invés da comédia, faz um drama com toques de humor, mais concentrado no duro processo de aprendizagem e amadurecimento – algo que nunca é fácil, por mais que pareça vir embalado em glamour e conduzido por um príncipe durante uma valsa. 

Alysson Oliveira


Trailer


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